Secretário de Estado José Mendes reverte política do anterior Governo que pretendia concessionar a privados o conjunto de empresas públicas de transportes públicos

A Transtejo-Soflusa, empresa que faz as ligações fluviais por barco, entre Barreiro, Seixal, Montijo e Lisboa, vai continuar a ser 100% pública, garantiu o secretário de Estado adjunto do Ambiente, José Mendes, que esta a concretizar a reversão da política do anterior Governo, que passava pela fusão das grandes empresas públicas de transportes da região de Lisboa – como Transtejo, Metro de Lisboa e Carris – e posterior concessão a operadores privados.

Em declarações à edição online do Diário Económico, o secretário de Estado explicou, ontem, que a Transtejo-Soflusa vai manter-se como empresa independente e exclusivamente de capitais públicos.

O Metro de Lisboa também se manterá como empresa pública. Já a Carris passará para gestão da Câmara Municipal de Lisboa.

José Mendes revelou que o contrato de transferência de competências e responsabilidades do Estado português para a autarquia lisboeta, relativo a esta empresa, será feito ao abrigo de “um modelo” que “está a ser trabalhado” e o acordo deverá “estar concluído e no terreno até ao final do ano”. Será depois a Câmara de Lisboa a definir com os municípios circundantes – Loures ou Amadora, por exemplo – as ‘franjas’ e as responsabilidades e competências a partilhar nessas ‘franjas’ territoriais servidas pela Carris.