Reclamam também o aumento do subsídio de refeições para 11 euros

Os trabalhadores da refinaria de Sines, da Petrogal, aprovaram na terça-feira um caderno reivindicativo com uma proposta de aumentos salariais de quatro por cento, com um mínimo de 50 euros para cada funcionário.

Segundo Hélder Guerreiro, do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul (SITESUL), além da reivindicação de aumentos salariais, com efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2017, os trabalhadores da refinaria de Sines querem também um aumento do subsídio de refeição para 11 euros, o que significa uma actualização inferior a um euro.

“Esperamos que a administração da empresa seja sensível às nossas pretensões e que também aceite as nossas propostas para o novo Acordo de Empresa (AE)”, disse o sindicalista após a realização de um plenário em Sines. “De acordo com a moção que foi aprovada, vamos também apresentar à administração um conjunto de propostas e posições relativas à contratação colectiva, que já foram discutidas e aprovadas nos plenários que estamos a realizar”, acrescentou.

A referida moção autoriza também a Comissão Sindical Negociadora a decretar “todas as formas de luta necessárias, incluindo a greve”, caso a administração da empresa se recuse a negociar as propostas aprovadas no plenário, em que participaram cerca de 50 trabalhadores.

No documento, os trabalhadores da Refinaria de Sines pedem ainda que o Ministério do Trabalho assegure as condições necessárias para se proceder à assinatura do texto global de revisão do Acordo de Contratação Colectiva com as Petrolíferas Privadas.