Os deputados do Partido Social Democrata (PSD) do distrito de Setúbal mostram-se apreensivos com a situação financeira da Escola Profissional de Setúbal, que coloca em causa muitos postos de trabalho e o futuro dos alunos. Após uma reunião com responsáveis da Escola Profissional de Setúbal, os deputados social-democratas, Bruno Vitorino e Paulo Ribeiro, consideram que é necessário encontrar uma solução viável que permita resolver os problemas deste estabelecimento de ensino.

“Estamos preocupados com esta situação, pois o que está em risco é a continuidade de uma escola que ao longo de duas décadas e meia, tem contribuído para a formação de jovens e a sua afirmação no mercado de trabalho”, sublinham. Paulo Ribeiro defende que, apesar da “complexidade jurídica” da questão, é fulcral encontrar uma solução para o desbloqueio das verbas dos contratos programa, de modo a financiar a realização dos cursos profissionais. “Vamos insistir junto do ministério para que esta questão seja resolvida o mais brevemente possível, sem prejuízo para nenhuma das partes envolvidas”, garante o deputado do PSD.

Para além do PSD, também a oposição, e mais concretamente, o Bloco de Esquerda (BE), mostra preocupação relativamente ao futuro da Escola Profissional de Setúbal. Joana Mortágua, do BE, visitou este estabelecimento de ensino, na manhã da passada quinta-feira, e vem agora denunciar a “asfixia financeira” por parte do Governo. “O Governo está a asfixiar financeiramente uma instituição que presta um serviço público de educação através de contratos com o próprio Ministério da Educação, e cujo mérito é reconhecido pelo próprio Governo”, afirma o Bloco de Esquerda.

A Escola Profissional de Setúbal está capacitada para lecionar 40 cursos e conta neste momento com 300 alunos e cerca de 80 profissionais efetivos e contratados. Devido a esta situação, frisa a dirigente bloquista, “a acrescentar aos habituais cortes e atrasos nos pagamentos, o Governo recusa-se a transferir para a Escola Profissional o montante total que corresponde ao serviço já prestado pela escola durante este ano letivo”.

Realçando que os cerca de 30 trabalhadores efetivos “não recebem salários desde maio mas continuam a ir trabalhar todos os dias” e que  “por pagar ficam também todas as despesas inerentes às Finanças, Segurança Social e impostos vários”, a dirigente salienta que é quase previsível o cenário futuro e que pode passar pelo encerramento das portas da escola, um destino “trágico para a comunidade escolar e uma enorme irresponsabilidade por parte do Governo”.

Face a esta situação, o Bloco de Esquerda mostra-se “solidário” com a Escola Profissional de Setúbal, com os seus alunos, pais e profissionais e promete “continuar a lutar junto do Parlamento para que se tome uma medida que solução que permita a sustentabilidade do estabelecimento de ensino”.