Sines “recua” 500 anos no tempo, a partir de sexta-feira, para celebrar a fundação da Santa Casa da Misericórdia da cidade com uma festa que aposta numa recriação histórica no castelo e nas ruas envolventes.

Saltimbancos, almocreves, vendedores de banha de cobra, trovadores e bailarinas exóticas são algumas das personagens que, entre sexta-feira e domingo, vão “transportar” o centro histórico da cidade para 1516, ano em que se pensa ter sido fundada a Santa Casa da Misericórdia de Sines. O programa da iniciativa “Sines Quinhentista”, de acesso livre, promete animar a zona histórica com um mercado de artesãos e de “comidas e beberes” nas ruas que circundam o castelo, aberto a partir das 14h00, na sexta-feira, e das 10h00 no sábado e domingo.

Pequenas intervenções teatrais e espectáculos de animação, danças renascentistas, exercícios de falcoaria, arremessos de vinho, malabares de fogo, cortejos, torneios de armas a cavalo e arruadas são algumas das iniciativas que prometem animar os três dias de certame, para o qual a organização convida os comerciantes e população a vestir-se a rigor. “Iremos disponibilizar alguns fatos para quem quiser participar”, disse à agência Lusa o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Sines, Luís Venturinha, que fez questão de deixar “um convite geral à população” para que “se vista à época”.

A abertura oficial do programa é simbolicamente marcada com um cortejo pelas ruas de Sines, com um percurso que começa, pelas 15h00, nos Paços da Misericórdia e segue até ao castelo, durante o qual está prevista a representação de vários episódios que retratam a história da instituição. O encerramento, no domingo, é celebrado de forma idêntica, pelas 19h00, com o percurso inverso, até às instalações da Santa Casa da Misericórdia.