Vereadora das Actividades Económicas, Carla Guerreiro, salientou apoio da autarquia e o peso deste tipo de tecido empresarial no concelho

O actual panorama económico nacional e a actividade dos micro, pequenos e médios empresários foram os principais temas que estiveram em discussão no Ninho de Novas Iniciativas Empresariais de Setúbal, durante um colóquio promovido na última quinta-feira.

A iniciativa, promovida pela Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME), em parceria com a Câmara Municipal e a Associação dos Pequenos Empresários da Região de Setúbal e Alentejo, abordou as vantagens competitivas e vulnerabilidades que potencialmente podem alavancar ou condicionar a tendência actual de recuperação das micro e PME’s, motivando o contributo de vários especialistas em assuntos económicos e empresariais.

Carla Guerreiro, vereadora das Actividades Económicas da Câmara Municipal de Setúbal, destacou, na sessão de abertura, a existência de um protocolo de colaboração com a CPPME celebrado em 2013. “No concelho de Setúbal, as micro, pequenas e médias empresas constituem mais de 99 por cento do tecido empresarial, sendo as microempresas mais de 93 por cento”, lembrou a autarca, salientando que estes empresários “formam um grupo social e profissional com enorme peso na sociedade, atendendo quer à importância qualitativa e quantitativa das suas empresas quer ao seu papel determinante na gestão” das mesmas.


Responsáveis por 80% do emprego

Já o presidente da CPPME, João Vicente, além de sublinhar que a confederação procura encontrar soluções para os problemas dos empresários e defender e fomentar o associativismo da classe, revelou que a parceria com a autarquia “tem em vista a realização conjunta de actividades destinadas a apoiar os profissionais e as empresas no desenvolvimento dos seus negócios e proporcionar condições para a criação e distribuição de riqueza e emprego”.

O responsável falava também durante a sessão de abertura, realçando que as micro, pequenas e médias empresas, em termos nacionais, apesar de responsáveis por 60 por cento do volume de negócios e de 80 por cento do emprego, “são ricas em angústias e anseios”.

Carla Guerreiro juntou que a “Câmara Municipal de Setúbal tem desenvolvido esforços no sentido de criar condições para o crescimento, reforço e sustentabilidade do tecido empresarial do concelho, contribuindo, dentro das suas competências, para uma maior qualificação e conhecimentos, sendo as micro, pequenas e médias empresas as mais fragilizadas e com maior necessidade de apoios”.

Na fase de trabalhos do encontro, o economista Eugénio Rosa abordou o tema “Orçamento do Estado 2016  – Consequências nas Empresas”.

O colóquio, moderado por Emídio Simões, da Mediaction, empresa instalada no Ninho de Novas Iniciativas Empresariais de Setúbal, prosseguiu com a discussão de temas como “Fiscalidade e Sustentabilidade das Empresas”, por Afonso Luz, economista, e “Fundos Comunitários – Portugal 2020”, por Nuno Paulo, especialista em estudos do trabalho e organização empresarial, seguindo-se um debate.