Vitória defronta amanhã (18 horas) o Nacional, no Bonfim, com objectivo em mente, admite Dani

Os castigos de Tiago Valente, Paulo Tavares e André Horta vão obrigar o treinador Quim Machado a proceder a alterações no onze do Vitória na recepção de amanhã, 18 horas, ao Nacional. Entre as novidades no onze deverá estar Dani, jogador que promete uma postura ambiciosa na partida que pode valer a continuidade na I Liga em 2016/17. “É verdade que se vencermos praticamente atingimos a permanência. Se entrarmos concentrados e com a atitude que demonstrámos no jogo de Guimarães (empate 2-2), estou convencido de que vamos ganhar”.


O facto de o Vitória poder somar 30 pontos no sábado com o Nacional torna este jogo especial?

Não. É um jogo como os outros e vale três pontos. É verdade que se vencermos praticamente atingimos a permanência, mas isso não nos traz uma pressão extra. Vamos entrar em campo com o intuito de ganhar.

O que têm de fazer para vencer o Nacional?

O que temos feito é positivo. Não temos ganho mais vezes por questões de pormenor e um bocadinho de falta de sorte. Se entrarmos concentrados, e com a atitude que demonstrámos no jogo de Guimarães, estou convencido de que vamos ganhar.

Podem tirar partido do facto de o adversário se apresentar em Setúbal pressionado pelos pontos para se afastar dos últimos lugares?

A classificação actual do Nacional [15.º lugar com 21 pontos] não reflecte o real valor deles. Têm uma boa equipa e estão muito bem orientados. Vêm cá discutir o resultado e não para defender. Não creio que acusem a pressão.

O reconhecimento generalizado do esforço da equipa na jornada passada, em Guimarães, dá-vos mais ânimo para este jogo?

Sim. É bom sentir quando o nosso trabalho é reconhecido. Empatámos (2-2) em Guimarães e às 4 da madrugada, quando chegámos ao estádio, tínhamos um grupo de pessoas à nossa espera. É o reflexo de que trabalhámos bem e isso deixa-nos satisfeitos.

“Castigos? Equipa não vai sentir diferença nenhuma”

Vários jogadores (Tiago Valente, Paulo Tavares e André Horta), devido a castigo, estão impedidos de actuar esta jornada. Esse aspecto pode ter repercussões?

A equipa não vai sentir diferença nenhuma. O treinador confia em todos os jogadores. O plantel foi feito para, quando alguém não puder jogar, entrar outro e a equipa não acusar a alteração.

O facto de lhes terem sido exibidos dez cartões amarelos e dois vermelhos em Guimarães pode condicionar a vossa actuação?

Não. Antes de entrarmos em campo, ninguém pensa que se levar amarelo não vai poder jogar o próximo jogo. É evidente que se levarmos amarelo no jogo ficamos condicionados porque não podemos jogar da mesma maneira.

Sentem que foi uma injustiça o que se passou na partida com o V. Guimarães?

Quando a nossa equipa faz 17 faltas num jogo e recebe 10 cartões amarelos e dois vermelhos, enquanto a adversário faz 21 faltas e vê apenas um cartão amarelo, sentimo-nos um pouco injustiçados. Faz parte do futebol. Temos de lutar contra isso e seguir em frente.

Qual a importância dos quatro reforços que se juntaram à equipa em Janeiro? Como foi a sua integração?

Foi muito fácil integrarem-se. Chegaram, viram e venceram. No jogo com o Marítimo, todos jogaram e fizeram uma grande exibição. O grupo ajudou a que a sua adaptação fosse fácil.

Vários jogadores do plantel chegaram agora à I Liga. Como explica o sucesso destes jovens atletas?

É evidente que o grupo e a união que existe ajuda esses jogadores, mas, acima de tudo, o facto de vingarem deve-se à qualidade que esses atletas têm e à sede de se quererem mostrar e ir para clubes de maior dimensão.

Qual a importância da presença de adeptos no estádio?

Ajudam-nos sempre. Fizemos umas campanhas [n.d.r.: na terça-feira o plantel distribuiu cerca de 500 bilhetes no Mercado do Livramento] com o objectivo de mostrar que queremos os adeptos do nosso lado. Têm demonstrado que estão connosco, mas queremos ainda o estádio com mais público. O jogo é sábado à tarde e esperamos ter mais pessoas a apoiar-nos.