Santiago do Cacém, Sines e Odemira são os três municípios do Alentejo que, juntamente com outras duas câmaras municipais do Algarve (Aljezur e Vila do Bispo), estabeleceram protocolos com a Associação Rota Vicentina (RV) para apoio financeiro, técnico e logístico do projecto, que liga as duas regiões em de 400 quilómetros de trilhos pedestres.

O presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, explicou ontem à agência Lusa que os protocolos “formalizam aquilo que, na prática, já tem vindo a existir, que é o apoio dos cinco municípios ao projecto da RV”.

“Já apoiamos o projecto desde a primeira hora, mas agora foi o momento certo para celebrar estes protocolos”, que visam a ajuda financeira, técnica e logística à RV, não só “para este ano, como também para os próximos”, disse o autarca.

O reforço do desenvolvimento e promoção desta rede de percursos pedestres é o principal objectivo dos acordos de colaboração, cuja importância foi realçada pela Associação Rota Vicentina, num comunicado publicado na sua página na Internet. “A sustentabilidade do projecto e da região são os aspectos que regem este protocolo. A contribuição financeira dos municípios é muito importante”, afirmou a associação.

Projecto nasceu há três anos

A RV foi criada formalmente em 2012, com cerca de 200 quilómetros de percursos sinalizados no litoral alentejano. Em Julho de 2013, foi concluída a sinalização dos trilhos algarvios, elevando para 350 os quilómetros desta rota que liga Santiago do Cacém, no Alentejo, ao Cabo de São Vicente, no Algarve. Já este ano, em Maio, foram abertos cinco novos percursos da RV, todos circulares e situados no concelho de Odemira, num total de 50 quilómetros.

Os amantes de caminhadas dispõem, pois, de 400 quilómetros para percorrer a pé nas costas alentejana e vicentina, divididos pelo Trilho dos Pescadores, sempre junto à costa, pelo Caminho Histórico, que atravessa o interior, passando por quintas, lugares e aldeias, e pelos percursos circulares de Odemira.

O projecto envolve formalmente 120 empresas e contribui para estimular a economia local, em particular nos períodos de época média e baixa. “Tem vindo a ser um sucesso e, de dia para dia, cresce o número de pessoas que faz a rota, o que é muito importante do ponto de vista turístico para estas zonas, particularmente nesta época do ano”, concluiu a associação. LUSA