Depois de um jejum de mais de três meses sem vencer fora de portas, o Vitória está determinado a reencontrar os êxitos na condição de visitante já no domingo, a partir das 16 horas, no reduto do União da Madeira. O interregno de duas semanas na competição permitiu ao treinador Quim Machado preparar a equipa com minúcia para o duelo com os insulares. O objectivo passar regressar a Setúbal com três pontos na bagagem e a permanência praticamente assegurada.

Quando em 20 de Dezembro os sadinos festejaram o triunfo (1-3) em Tondela – na altura o quarto em sete partidas realizadas fora do Bonfim –, ninguém imaginaria que o rendimento da equipa como emblema visitante iria ter uma quebra tão abrupta. Daí para cá, em seis jornadas, os vitorianos perderam cinco jogos (Paços de Ferreira, Boavista, Rio Ave, Estoril e Arouca) e não conseguiram fazer melhor do que empatar um em Guimarães (2-2).

Para voltarem a ter sucesso, os sadinos têm mais alternativas no onze em relação ao jogo da ronda anterior com o FC Porto. Ricardo e Nuno Pinto têm garantido o regresso à baliza e a lateral-esquerdo, respectivamente. Na frente de ataque, Salim Cissé e Meyong também poderão entrar nas contas do técnico, que quer ver a equipa voltar a marcar golos depois de quatro partidas em branco.

A história diz que os confrontos com o União em solo madeirense são difíceis. Ao quinto duelo no arquipélago entre os dois clubes no escalão principal, a equipa de Quim Machado vai tentar ganhar pela primeira vez na casa do adversário. Nas quatro ocasiões anteriores, os sadinos não conseguiram melhor que dois empates (1-1 em 1989/90 e 1990/91). Mais recentes são as derrotas, por 2-1 e 3-0, em 1993/94 e 1994/95, respectivamente.

No entanto, existe um bom indicador que poderá funcionar como uma espécie de talismã para domingo.  A última vez que o Vitória visitou a casa dos unionistas, em 2003/04, a contar para a II Liga, a equipa então treinada por Carlos Carvalhal alcançou uma igualdade (1-1) graças ao golo de Meyong. Mais de 12 anos depois, o camaronês, de 35 anos, promete tudo fazer para marcar o seu golo número 50 pelos sadinos e ajudar a conquistar pontos.

Capitão Paulo Tavares atinge jogo 100

Desde que na época de 2012/13 deixou o Leixões para rumar a Setúbal, o médio Paulo contabiliza 99 jogos oficiais pelo Vitória (82 no campeonato, 5 na Taça de Portugal e 12 na Taça da Liga). Frente ao União, o capitão quer celebrar o registo de 100 partidas pelos sadinos com um triunfo, que permita à equipa quebrar o jejum de oito jornadas sem vencer e encarar de forma mais tranquila a recta final do campeonato.

Caso Paulo Tavares seja utilizado pelo treinador Quim Machado, a centena de jogos acontecerá, curiosamente, no arquipélago onde o médio começou a escrever a sua história ao serviço dos setubalenses. A 19 de Agosto de 2012, o jogador, lançado por José Mota, estreou-se com a camisola verde e branca na Madeira diante do Nacional, partida que terminou com uma igualdade (2-2).

À excepção do veterano Meyong, com 197 partidas realizadas, nenhum jogador do actual plantel soma tantos encontros pelos Vitória como o médio, de 30 anos, que já há algum tempo adoptou a cidade do Sado como a sua casa. Frederico Venâncio (94) e Dani (91), que tal como Paulo Tavares são capitães de equipa, são os jogadores mais próximos de atingir a fasquia dos 100 jogos no clube.