Empreitada vai custar 448 mil euros e deve ficar concluída em 2017

A Câmara Municipal de Alcácer do Sal aprovou ontem, em reunião pública, a abertura do concurso público para a empreitada de remodelação da Estrada Municipal 1, entre Alberges e Casebres, sendo que a obra vai iniciar-se ainda no presente ano.

A obra, no valor de 448 mil euros, prevê a reabilitação de todo o pavimento, ao longo dos 11 quilómetros da estrada, e sinalização vertical e horizontal, nomeadamente a marcação das linhas do eixo da via e linhas de guia.

Segundo a proposta, apresentada pela vereadora Ana Luísa Soares e aprovada por unanimidade, o pavimento da estrada “apresenta inúmeros buracos e depressões que, em vários locais, já não garante condições de segurança á circulação”.

O concurso público fixa um prazo de 30 dias para que as empresas interessadas apresentem as suas propostas, e um prazo de execução da obra de 210 dias, prevendo a autarquia “a realização de parte dos trabalhos no ano em curso (2016) e a restante em 2017.

Novo PDM acautela energias renováveis, pedreiras e integridade da Herdade da Comporta

Na reunião de ontem, o executivo municipal aprovou também o estabelecimento de medidas preventivas que vão constar no novo Plano Director Municipal (PDM) de Alcácer do Sal, que está a ser elaborado.

As medidas cautelares incidem em três áreas; energias renováveis, pedreiras e Herdade da Comporta.

O presidente da Câmara, Vítor Proença (CDU), afirmou que, no caso das energias renováveis, as medidas preventivas abrem a possibilidade, no novo PDM, a “investimentos em energia fotovoltaica e eólica” no concelho, e classificou as medidas cautelares relativas à Herdade da Comporta como as “mais importantes” do conjunto aprovado ontem.

Segundo o autarca, no novo PDM vai haver “limites aos fracionamento da Herdade da Comporta”, como forma de defender as “aptidões agrícolas” do território. Vítor Proença lembrou que o actual PDM permite o fracionamento, de tal forma que há pequenas quintas divididas em várias fracções, e defendeu que, na Herdade da Comporta, é importante “tirar partido das aptidões turísticas, mas também das agrícolas, pecuárias, paisagísticas e outras”.

O vereador do Urbanismo, Manuel Vítor de Jesus (CDU), a pedido da vereadora Isabel Vicente (PS) explicou que as medidas preventivas no caso das pedreiras limitam a distancia das explorações a um mínimo de 500 metros das populações, para “evitar que aconteça na Aldeia de Albergaria o que aconteceu em Casal Ventoso”, em que a pedreira já está a 25 metros de habitações, e, no caso das energias renováveis, os limites quanto a distancia são relativos à boa gestão ambiental e paisagística das propriedades e dos recursos hídricos.