Vencedora de um Óscar é apenas uma das grandes atracções do evento que é considerado um dos maiores do mundo nesta área da indústria do entretenimento digital

A realizadora Brenda Chapman, vencedora de um Óscar, é uma das convidadas do Trojan Horse Was a Unicorn, um dos maiores eventos da indústria de entretenimento digital em todo o mundo, que começa a 19 de Setembro, em Tróia.

Além de Brenda Chapman, correalizadora de ‘Brave’ (2012), para a Disney, com Mark Andrews, filme distinguido com o Óscar de melhor longa-metragem de animação, o Trojan Horse Was a Unicorn (THU) conta também com a participação de alguns dos melhores profissionais de animação e do entretenimento digital, como Steve Williams e Mark Dippé, responsáveis pela tecnologia dos filmes ‘Jurassik Park e ‘Exterminador 2’.

Além de reunir alguns dos melhores profissionais e criativos da indústria digital de entretenimento, o THU também atrai as principais empresas do sector, como a Disney e a King, a maior empresa de jogos para telemóveis, que produziu o jogo ‘Candy Crush Saga’.

“Estamos a falar daquela que é, neste momento, a maior indústria do mundo, com muitas empresas que facturam entre oito a 15 milhões de euros por dia”, disse à Lusa André Lourenço, principal impulsionador do certame que se realiza em Portugal e que já vai na quarta edição.

“Todos os anos as grandes empresas contratam alguns dos participantes no evento”, salientou André Lourenço.

Apesar de se tratar de um mundo quase desconhecido para a grande maioria dos portugueses, André Lourenço acredita que esta área criativa da indústria digital de entretenimento também constitui uma oportunidade para Portugal.

“Quando se falta do THU [Trojan Horse Was a Unicorn] em Portugal, algumas pessoas ainda pensam que estamos a falar de uns tipos que fazem uns desenhos. Não têm a noção de que se trata de uma indústria que já representa 5,2% do PIB inglês”, disse, reconhecendo, no entanto, que essa realidade pode estar a mudar.

“Começa a haver, por parte do governo, o reconhecimento de que a área criativa desta indústria pode ser um eixo muito importante para a economia portuguesa”, disse André Lourenço, lembrando que este ano o evento já beneficiou de apoios públicos significativos (100.000 euros), através do Turismo de Portugal, mas também da Câmara Municipal de Setúbal (50.000 euros), além de um apoio de valor não divulgado da Câmara Municipal de Grândola.

Além das melhorias no espaço do certame, que este ano dispõe de uma área acrescida de 1.500 metros quadrados para os 600 participantes inscritos – há outros tantos em lista de espera -, o THU vai ter, nesta quarta edição, uma nova actividade em que os promotores depositam grande expectativa.

“Vamos ter, pela primeira vez, uma actividade designada ‘co-labs’, que pretende proporcionar aos participantes a oportunidade de trabalharem com os grandes ‘bosses’, no desenvolvimento de ideias e projectos”, disse.

“E também estamos a apostar na THU TV, que está a ter uma grande evolução e que vai proporcionar aos portugueses a possibilidade de acompanharem aquilo que se vai passar no evento, de 19 a 24 de Setembro, em Tróia”, concluiu.