ENTREVISTA EXCLUSIVA  Ana Bacalhau dos Deolinda.  Banda dá concerto amanhã nas Festas da Moita. “Venham fazer uma grande festa connosco”, convida Ana Bacalhau

Os Deolinda são dos grupos musicais que mais concertos dão na nossa região. Este ano comemoram uma década de existência e amanhã, quarta-feira, vão estar presentes nas Festas em Honra de Nossa Srª da Boa Viagem, na Moita. A vocalista da banda faz um balanço da carreira e revela que tem sido sempre “soberbamente” recebidos na Margem Sul

Como foi esta caminhada de uma década dos Deolinda?

Foi surpreendente, intensa, e fez-me aprender muita coisa acerca de música e acerca da vida. Visitei muitos países, cantei para muitas pessoas, trabalhei com gente muito talentosa e não consigo conter a alegria por pensar no que já alcancei.

Como tem corrido a divulgação e as vendas deste novo trabalho, ‘Outras histórias’?

Tem corrido muito bem. Até agora temos cerca de 70 concertos marcados para este ano, o público tem recebido as novas canções de forma muito generosa e estamos felizes com a forma como o disco se tem vindo a concretizar em palco.

Como comenta o facto dos Deolinda terem grande aceitação na Margem Sul e de uma forma geral, no distrito de Setúbal, com concertos regulares na nossa região?

É para nós uma grande alegria quando sentimos que as pessoas reagem bem ao que fazemos e sempre fomos soberbamente recebidos pela Margem Sul. O seu público é caloroso, generoso e entrega-se ao concerto. Quando sabemos que aí vamos tocar, ficamos com a certeza de que irá ser uma grande festa.

Em 2011 marca a agenda política com a música “Que parva sou eu”, em consequência disso o grupo ‘The Macaques’, cria uma música em sua homenagem. Sabendo-se que tem também uma postura rebelde, pensou alguma vez seguir carreira política?

Não, nunca pensei seguir uma carreira política. Pelo menos, não ao nível executivo. Acredito na importância da participação cívica e que todos podemos e devemos fazer a diferença na vida comum das comunidades. No entanto, ter um cargo político nunca fez parte das minhas aspirações.

Poucas pessoas sabem, mas Ana Bacalhau tem um projecto  individual (no Youtube podem-se ver os temas ‘As setes mulheres do Minho’ e ‘The Lion Sleeps Tonight’, com milhares de visitas). Pensa um dia ter uma carreira a solo?

O ‘15’ foi um projecto a solo que apresentei em 2013, no qual cantava temas que foram importantes na minha vida e que me inspiraram a fazer o que faço hoje. Foi um momento de grande importância para mim, porque me permitiu redescobrir quem sou em palco sem a Deolinda.

Confesso que me deu alguma confiança para continuar a trabalhar nisto de ser artista a solo, a par e passo com a carreira dos Deolinda, claro. Num futuro próximo talvez haja novidades em relação a algo meu fora da banda.

Como gostava que se apresentassem os Deolinda daqui a 10 anos?

No “Zeitgeist” da época em que se movem. A Deolinda sempre encontrou a sua relevância ao contar as histórias do seu tempo, por isso, o que mais desejo para este projecto é que continue sempre a relatar o Presente em que vive de forma desempoeirada e crítica.

Amanhã, quarta-feira, estarão na vila da Moita, qual a mensagem para o público que vai estar presente?

Venham fazer uma grande festa connosco! Haverá ‘Outras Histórias’, sem esquecer as histórias mais antigas. Vão aquecendo as vozes para nos ajudarem a cantar e os pés, para nos ajudarem a dançar. Até lá, Moita!

Entrevista conduzida por  CLÁUDIO ANAIA
www.relances.blogspot.com