Social-democratas entregaram projecto de resolução na Assembleia da República, apontando Évora, Vendas Novas e zona dos mármores como locais de paragem obrigatória

O PSD propôs ao Governo a paragem em três zonas do Alentejo de comboios da futura linha ferroviária de mercadorias entre Sines e Caia, para que as empresas da região possam aproveitar a infra-estrutura. Évora, Vendas Novas e zona dos mármores são os locais apontados pelo partido laranja.

A proposta está expressa num projecto de resolução da autoria de 15 deputados social-democratas, que deu entrada na quinta-feira na Assembleia da República, revelou a agência Lusa.

No documento, o PSD recomenda “a adopção de medidas que assegurem a paragem de comboios de mercadorias no Alentejo, nomeadamente em Évora, Vendas Novas e zona dos mármores, garantindo a todos os potenciais beneficiários, sobretudo às empresas, o uso pleno” da importante infra-estrutura.

Em declarações, o deputado do PSD eleito por Évora, António Costa da Silva, um dos autores do documento, afirmou que o projecto da nova linha ferroviária “é muito importante para o país” e “também é para a região se o comboio parar na região”. “Não parar em Évora prejudica a região”, advertiu o também presidente da Distrital do PSD, considerando que a paragem do comboio de mercadorias no Alentejo “pode dinamizar a actividade económica regional”.

Vendas Novas também deve ter paragem

O parlamentar defendeu que o comboio deve parar também em Vendas Novas para dinamizar a sua plataforma logística e na chamada zona dos mármores (Estremoz, Borba e Vila Viçosa), para servir o sector dos mármores e outros produtos, como os vinhos e azeites. “Não são todos os comboios, o que nos interessa é que alguns dos mais de 50 comboios que vão passar por dia parem na região”, assinalou, observando que essa opção “não implica grandes investimentos” e que “basta criação de ramais de ligação”.

No projecto de resolução, o PSD realça que “cabe à empresa Infra-estruturas de Portugal (IP) coordenar até 2021” o projecto da linha ferroviária entre Sines e Caia. O traçado proposto pela IP tem sido contestado pela Câmara e por movimentos de cidadãos, por passar numa zona urbana de Évora, tendo o Governo anunciado, em Abril, que “a Infra-estruturas de Portugal estudará as melhores opções antes de a solução final de traçado ser adoptada”.

“Há já algum tempo que andamos a discutir a passagem do comboio de mercadorias em Évora e as implicações que isso tem para a população”, mas a sua paragem no Alentejo “é uma matéria decisiva, que não tem sido abordada nem os documentos oficiais a determinam”, concluiu.