Vítor Ramalho diz que “coração do distrito bate à esquerda” e Jorge Coelho acrescenta que não é pelo PCP mas pelo PS

 

O PS apresentou na sexta-feira a Comissão de Honra da candidatura pelo distrito de Setúbal, numa cerimónia que trouxe a Setúbal figuras nacionais como Jorge Coelho ou João Cravinho.

Os ex-ministros socialistas são dois dos membros da comissão que reúne mais de 220 personalidades, “de diferentes gerações e de diferentes áreas profissionais, que ao longo da sua actividade desempenharam diversas funções e cargos de grande responsabilidade no distrito e no País, e representam um estímulo e um apoio que muito orgulha a candidatura”, disse a líder distrital e cabeça-de-lista do PS pela região.

Ana Catarina Mendes defendeu que, no dia das eleições, os portugueses têm dois caminhos possíveis, “a destruição dos serviços públicos, como o ataque à escola pública, ao Serviço Nacional de Saúde, a manutenção da política de austeridade e o empobrecimento das famílias e outro, o de construir um futuro novo em Portugal, com esperança e confiança, em que a dignidade das pessoas esteja no centro das novas políticas”. Para isso é necessário restituir o acesso aos bens mais essenciais, da saúde à justiça e à educação, no acesso ao emprego e no combate à pobreza.

Jorge Coelho, que foi cabeça-de-lista por Setúbal nas legislativas de 1999, disse ser com emoção que regressa à capital sadina em campanha eleitoral e garantiu que o distrito não é comunista mas antes “um grande bastião do PS”.

O antigo ministro referiu na sua intervenção que a campanha está num “momento complexo”, e defendeu que “é necessário fazer um ajuste de contas com esta governação de direita que nos tem destruído o que de melhor havia em Portugal”.

“Não é possível que uma coligação Passos Coelho e Paulo Portas, depois de tudo o que fizeram, tenha qualquer oportunidade de ganhar”, afirmou Jorge Coelho.

Vítor Ramalho, mandatário da distrital, foi quem iniciou as intervenções, começando por dizer que “Portugal está a ser governado por pirómanos” que “se olharmos para o interior do pais, as chamas desertificam-no, sem escolas e sem serviços públicos”.

O antigo governante e ex-líder distrital do partido disse “basta! Basta da venda do país a retalho”, e denunciou um “clima de medo” instalado na sociedade portuguesa, que compromete a Liberdade e a Tolerância, valores caros ao PS.

Vítor Ramalho apelou, por isso ao “distrito de Setúbal, cujo coração bate à esquerda” para ajudar o PS a dar um decisivo passo no próximo dia 04; “o passo da libertação do medo”, sem o qual “nada se alcançará”.

Eduardo Cabrita salientou na sua intervenção o “orgulho” que tem em apresentar o manifesto eleitoral de uma lista liderada por Ana Catarina Mendes que considerou o símbolo do futuro do PS, encabeçando uma lista que é inteiramente paritária.

  

COSTA ESCOLHE SETÚBAL PARA ENCERRAR CAMPANHA

O comício de encerramento da campanha eleitoral socialista, no último dia de campanha, vai ter lugar no distrito de Setúbal, revelou fonte do PS ao DIÁRIO DA REGIÃO. O derradeiro comício de António Costa, no dia 02, perto da meia-noite, vai ter lugar na praça S. João Batista, em Almada.