Avançado Costinha afirma que adversários olham agora para o Vitória com mais respeito

Apesar de estar radiante por o o Vitória terminar o ano na 5.ª posição da I Liga, o avançado Costinha sublinha que a prioridade da equipa continua a ser a permanência. Depois de alcançada a meta, o jogador, que na época passada actuou no CNS, afirma que a equipa é “livre de sonhar” com outros voos. Na hora de revelar os desejos para o novo ano, Costinha, autor de dois dos golos dos sadinos, deixa uma garantia aos vitorianos. “Prometemos para 2016 a mesma entrega que demonstrámos até aqui, continuar a praticar um futebol atractivo e entrar em todos os jogos para ganhar como fizemos em 2015”.

Qual o sentimento do grupo por terminar o ano no grupo de equipas que ocupa o 5.º lugar do campeonato?

Como é óbvio, sentimo-nos extremamente felizes e muito motivados para continuar nesta senda de bons resultados. É muito bom terminar o ano assim. Vamos, certamente, ter umas festas mais felizes.

A equipa voltou a mostrar em Tondela (triunfo, 1-3) que está muito bem…

Temos vindo a demonstrar dentro do campo o espírito que se vive no plantel. É notório e não o digo porque fica bem fazê-lo, mas sim porque é verdade. Todos remamos para o mesmo lado e as coisas ficam mais fáceis dentro do campo. Os golos e os resultados têm aparecido e temos o terceiro melhor ataque, o que é muito bom para nós.

Como explica o facto de conseguirem melhores resultados quando actuam fora de Setúbal?

Não sei. Talvez porque as equipas que nos visitam surjam mais fechadas e isso seja um pouco mais complicado para nós. Nos jogos fora da nossa casa, os adversários têm de se abrir mais e procurar mais o golo. Temos aproveitado muito bem esse aspecto e jogado um futebol muito ofensivo. Temos sido mais felizes fora do que em casa. Estamos muito motivados para conseguir a vitória no próximo jogo [com o Sp. Braga] e entrar com o pé direito em 2016.

Sente que as equipas adversárias olham para o Vitória com mais respeito?

Sem dúvida que sim. Agora têm muito respeito por nós tal como este clube sempre mereceu e que nos últimos anos não acontecia. O historial do Vitória fala por si. O Vitória tem de ser sempre olhado com respeito. Os adversários agora teme-nos. Não apenas pelos golos que marcamos mas também pelo futebol que jogamos.

Em termos pessoais, qual o balanço que faz da sua época no Vitória?

Há um ano não pensaria estar onde estou agora. Sempre trabalhei nos limites para conseguir estar na forma em que estou. No entanto, se a equipa não estivesse a atravessar este bom momento ninguém me conhecia ou nunca teria tido a oportunidade de estar aqui. Devo-o à equipa e aos meus companheiros que me integraram muito bem, tornando a adaptação muito fácil.

Qual a ambição da equipa para 2016 e o que podem prometer aos adeptos?

Queremos atingir a manutenção o mais rápido possível. Vamos perseguir esse objectivo até o alcançar. Prometemos para 2016 a mesma entrega que demonstrámos até aqui, continuar a praticar um futebol atractivo e vamos entrar em todos os jogos para ganhar como fizemos em 2015.

Está no horizonte da equipa conseguir apurar-se para as competições europeias?

Não. Estamos concentrados apenas em conseguir atingir a manutenção o mais rápido possível. A partir daí, somos livres de sonhar.

O Vitória ter um pendor muito ofensivo. Fica feliz por actuar numa equipa assim…

Sim. Deve-se muito ao treinador que nos dá muita liberdade dentro do campo. Quer que joguemos muito para a frente e isso traduz-se em golos. É algo que valoriza o clube e a equipa, bem como os jogadores individualmente.

Como encara a possibilidade de perder em Janeiro colegas de equipa que têm sido influentes na boa campanha realizada até agora?

Fico muito feliz porque será para melhorar as suas carreiras e as suas vidas. Se isso acontecer, tenho também muita confiança nos colegas que temos. Sei que têm muita qualidade e que ainda não tiveram a oportunidade que outrps têm tido. Não estou minimamente preocupado se alguém sair em Janeiro.