A entrega de cabazes do Projecto “PROVE” é feita às sextas-feiras na Escola Profissional do Montijo, após encomenda

Desde o passado dia 29 de Janeiro, que os montijenses têm a possibilidade de poder consumir produtos hortofrutícolas de qualidade adquiridos directamente aos produtores agrícolas locais, sem intermediários. Estes produtos são comercializados sob a forma de um cabaz com 7 a 9 quilos, por um custo de 10 euros, que são entregues na Escola Profissional do Montijo, todas as sextas-feiras, entre as 18 e as 20h00, após encomenda realizada em www.prove.com.pt ou através do 919 993 743.

“Os cabazes PROVE do Montijo são compostos por diversos hortícolas e fruta da época produzidos na exploração agrícola de Bertolino Lopes, situada na Atalaia. Este produtor tem um historial familiar associado à produção agrícola e utiliza técnicas amigas do ambiente, o que lhe permite obter produtos de elevada qualidade”, explica a Associação de Desenvolvimento Regional da Península de Setúbal (ADREPES), entidade responsável pelo lançamento da iniciativa, em conjunto com a EPM e a Câmara Municipal do Montijo.

“O PROVE – Promover e Vender é uma metodologia que pretende contribuir para o escoamento de produtos locais, fomentando as relações de proximidade entre quem produz e quem consome, estabelecendo circuitos curtos de comercialização entre pequenos produtores agrícolas e consumidores”, indica a ADREPES, sublinhando que o projecto foi iniciado em 2006 nos concelhos de Palmela e Sesimbra e disseminado “com enorme sucesso de Norte a Sul do País através da acção de Grupos de Acção Local, produtores e consumidores, mas também de autarquias, organizações de agricultores e diversos parceiros locais”.

Comercialização de 37 toneladas por semana no País

Actualmente, salienta a associação, “estão constituídos 84 núcleos PROVE, que envolvem cerca de 170 produtores agrícolas, respectivos agregados familiares e 7 000 consumidores, permitindo a comercialização de 37 toneladas de produtos hortofrutícolas todas as semanas, nos 120 locais de entrega existentes de Norte a Sul do País”.

O PROVE representa já um volume de negócios “superior a 2 600 000 euros/ano correspondendo a cerca de 600 euros de receita média mensal por família de agricultores”.

“O impacto que o PROVE tem tido nos vários territórios onde a metodologia tem sido adoptada valeu-lhe já várias distinções concedidas por instituições nacionais e europeias”, conclui a ADREPES.