O Ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, afirmou que o Centro de Apoio à Terceira Idade (CATI) passou a prestar um serviço “com mais qualidade e eficiência” desde que é gerido pela Santa Casa da Misericórdia de Setúbal. O governante visitou o CATI na passada segunda-feira, cerca de um ano e meio depois de a gestão do equipamento ter passado do Estado para a Misericórdia de Setúbal.

Mota Soares recordou que o Governo lançou um programa de emergência social, no âmbito do qual “a relação entre o Estado e as instituições sociais tinha de mudar para melhor”. “Quisemos passar de uma relação muito tutelar, em que o Estado muitas vezes se impunha às próprias instituições, para uma relação de parceria. Um dos pontos estratégicos nessa grande parceria público-social que construímos era dar a capacidade de gestão dos equipamentos de proximidade às próprias instituições sociais”, lembrou.

O CATI foi um dos cerca de 40 equipamentos cuja gestão passou para as mãos do setor social e Mota Soares não tem dúvidas de que, “hoje, as pessoas são servidas com mais qualidade, com mais eficiência”. “Fruto também de uma alteração legislativa que o Governo fez”, lembrou, foi igualmente possível passar a “servir mais pessoas”, aumentando o número de vagas do CATI de 60 para 78 utentes. “Cumpro a minha promessa de vir aqui, mas quando finalmente tivéssemos o CATI a funcionar bem, com uma resposta ainda melhor”, realçou.

O ministro acredita que este caminho traçado entre o Estado e as instituições sociais “foi um caminho francamente positivo” e “não vai voltar para trás”. “Esta solução que foi, na altura, até contestada por alguns, hoje, claramente, é uma solução que é preferível e já demonstrou a qualidade que tem”, afirmou.

O provedor da Misericórdia de Setúbal, Fernando Cardoso Ferreira, mostrou-se satisfeito com este voto de confiança no trabalho da instituição deixado pelo ministro. “O que estava em causa ao assumirmos a gestão do CATI era melhorar a qualidade dos serviços proporcionados aos utentes, com encargos significativamente inferiores aos que o Estado suportava, e conseguimo-lo”, salientou.

Cardoso Ferreira acredita que “a falta de proximidade da gestão levava a que vários custos fossem mais elevados do que agora que são contratados na esfera local e sem intermediários”. Por isso, explicou, “nalguns casos, ficam cerca de 40 a 50 por cento mais baratos”. A título de exemplo, o provedor referiu que as despesas com a segurança passaram de cerca de 9.700 para cerca de 5.700 euros mensais e as de limpeza baixaram para praticamente metade do custo suportado pelo Estado.

“Isso significa que a comparticipação do Estado nos dá a margem mínima necessária para continuarmos a melhorar, cada vez mais, o tipo de serviços que prestamos e para proceder a requalificações físicas do equipamento”, sublinhou, lembrando as melhorias já efetuadas tanto no interior do edifício como no espaço exterior. “Hoje, quem está nesta casa tem consciência de que há objetivos que têm que ser alcançados. Esses objetivos, para nós, são: com os menores custos possíveis, conseguir cada vez mais qualidade dos serviços, para o bem-estar, a comodidade e o conforto dos utentes”, afirmou.