Nomeação veio confirmar notícia avançada em primeira mão pelo DIÁRIO DA REGIÃO a 23 de Setembro. Todos os elementos do órgão foram exonerados e Pedro Lopes assume a presidência do Centro Hospitalar Barreiro Montijo

O Governo designou ontem os novos membros do Conselho de Administração (CA) do Centro Hospitalar Barreiro Montijo (CHBM). Pedro Lopes sucede a João Silveira Ribeiro na presidência do CA do CHBM, tendo ainda sido exonerados todos os outros membros do órgão, confirmando-se assim a notícia avançada em primeira mão pelo DIÁRIO DA REGIÃO, na edição de 23 de Setembro último.

Juntamente com Pedro Lopes foram nomeados para os cargos de vogais executivos, respectivamente, Luís Filipe Pereira dos Santos Pinheiro (director clínico), Sónia Maria Alves Bastos, Eduardo Manuel Rodrigues e António Manuel Silva Viegas (enfermeiro director). De saída estão Mário Bernardino e Elsa Banza (vogais executivos), Elisabete Rodrigues (directora clínica) e Luísa Alves da Luz (enfermeira-directora).

A informação terá sido comunicada logo na altura aos membros exonerados, conforme adiantou o DIÁRIO DA REGIÃO nessa mesma edição, mas João Silveira Ribeiro preferiu então não tecer qualquer comentário, apesar das solicitações feitas quer telefonicamente quer por correio electrónico ao gabinete de comunicação do CHBM.

O processo de substituição dos órgãos de gestão do centro hospitalar, publicou então o DIÁRIO DA REGIÃO, estava em marcha e não deveria arrastar-se para lá do final do corrente ano. “Podem estar em funções até ao fim do ano, como podem sair a todo o momento. Certo é que o Conselho de Administração vai mesmo ser substituído”, disse, na altura, uma fonte com conhecimento do processo ao DIÁRIO DA REGIÃO. Ontem, veio assim a confirmar-se a notícia avançada, com o Governo a designar os novos cinco membros do CA do CHBM.

João Silveira Ribeiro havia sucedido a Izabel Pinto Monteiro

Recorde-se que a equipa presidida por João Silveira Ribeiro assumiu funções no dia 22 de Novembro de 2012, depois da exoneração de Izabel Pinto Monteiro da presidência do órgão. Elisabete Rodrigues foi, então, o único elemento do anterior Conselho de Administração a transitar para a estrutura administrativa assumida por João Silveira Ribeiro.

O Centro Hospitalar Barreiro Montijo foi criado a 1 de Novembro de 2009, através do Decreto-lei n.º 280/2009, e integra o Hospital de Nossa Senhora do Rosário (Barreiro) e o Hospital Distrital do Montijo. Quando foi constituído, para ter uma área de influência que engloba os concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete, o centro hospitalar servia uma população de mais de 213 mil habitantes. Em Junho de 2012, inaugurou a Unidade de Cirurgia de Ambulatório, no Hospital do Montijo – unidade de saúde que, até data, continua sem ver cumpridos alguns dos 10 pontos do protocolo, celebrado entre a Câmara Municipal do Montijo e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, para a criação do centro hospitalar.

Novo presidente vem do ACES da Arrábida

pedro-lopes-chO novo presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Barreiro Montijo ocupava, desde Agosto de 2014, o cargo de director do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) da Arrábida. Licenciado pela Escola Nacional de Saúde Pública, Universidade Nova de Lisboa, esteve, antes de vir para a península de Setúbal, no Agrupamento de Centros de Saúde Central e no Hospital de Cascais. É o terceiro nome a presidir ao CA do CHBM, depois de Izabel Pinto Monteiro e João Silveira Ribeiro, a quem sucede no cargo.

Protocolo continua por cumprir

O protocolo celebrado entre a tutela e a Câmara Municipal do Montijo para criação do CHBM continua por cumprir na íntegra. O segundo e o sétimo pontos, de um total de 10, que constam no documento, são apenas dois dos exemplos de incumprimento. O sétimo ponto, que estabelece que “o transporte de doentes, em situação aguda, referenciados às urgências médico-cirúrgicas e/ou polivalente, será reforçado com uma ambulância SIV (Suporte Imediato de Vida) sedeada no município do Montijo”, nunca foi cumprido. O número dois, que apontava para o aumento de valências na unidade montijense, também não se verifica.