“Supressões de comboios por falta de pessoal ou por avarias constantes de material” e um “sentimento de indignação e até de insegurança que resulta do estado de degradação das estações e apeadeiros”, são alguns dos sintomas da “degradação” do serviço ferroviário prestado pela CP – , apontados pela Direcção Regional do PCP de Setúbal.

O PCP considera que a Linha do Sado é um “exemplo” da “degradação” que tem afectado a qualidade do serviço de transporte público ferroviário, uma vez que a linha tem registado “supressões de comboios, obrigando os utentes a esperar uma hora e mais sem comboios”, nomeadamente “no mês de Setembro”. Segundo o partido, as estações Barreiro A e Baixa da Banheira em particular são afectadas por “vandalismo e falta de limpeza”.

A “falta de informação junto das máquinas de bilhetes, horários e preços, bem como avarias constantes das máquinas de bilhetes e em elevadores e outros meios mecânicos” são outros dos problemas apontados pelo PCP com base em “testemunhos de trabalhadores e utentes”.

Em nota de imprensa destaca que “a falta de investimento na renovação e manutenção de instalações e equipamentos das estações e apeadeiros, na capacidade de resposta dos serviços de manutenção de material circulante e equipamento ferroviário, bem como as restrições à admissão de pessoal e até à substituição de trabalhadores” estão a ter “consequências muito sérias no funcionamento do serviço, nas condições de trabalho dos ferroviários e na qualidade da oferta de transporte às populações”.

Face ao exposto, a Direcção Regional do PCP de Setúbal exige “medidas concretas para a melhoria das condições do serviço e para a recuperação, reparação e renovação das instalações, equipamentos e material circulante”, assim como o “reforço do pessoal ao serviço na operação e atendimento ao público”.

O PCP de Setúbal faz também saber que o grupo parlamentar do partido na Assembleia da República “questionou o Governo sobre qual o acompanhamento e avaliação que o Governo tem face a este quadro de degradação acentuada da qualidade do serviço e das condições de transporte ferroviário na Linha do Sado” e sobre “que medidas estão a ser desenvolvidas por parte das empresas em questão (nomeadamente da CP e da ex-REFER, atual IP) para dar resposta a estes problemas que são cada vez mais sentidos pelos trabalhadores e utentes”.