Palmela vai ser zona livre de cultivo de variedades geneticamente modificadas, depois de a Câmara Municipal ter aprovado, na reunião pública do passado dia 7, por unanimidade, uma proposta para o referido efeito. Agora fica apenas a faltar a ratificação da Assembleia Municipal, onde o documento, que visa estabelecer o território do concelho como zona livre de cultivo das diversas variedades geneticamente modificadas, será apresentado.

“O cultivo de organismos geneticamente modificados está em desalinhamento com as políticas municipais de defesa do ambiente e da agricultura sustentável e possui fortes impactes negativos na natureza, na economia local, na sociedade e na saúde”, salienta a autarquia, defendendo que Palmela “é um território que prima pela cultura de produtos endógenos de grande qualidade”. De resto, o município afirma que “tem vindo a promover como factor diferenciador e promotor de uma economia sustentável de base local” a aposta na cultura desses mesmos produtos. O eventual cultivo de transgénicos, adianta a autarquia, “colocaria em risco o nosso património genético e o prestígio dos produtos agrícolas e seus derivados”.

A proposta foi elaborada “no âmbito das consultas determinadas por lei, realizadas pelo município, onde se constatou não existirem notificações de cultivo de variedades geneticamente modificadas no concelho, por parte da Direcção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo”. Constatou-se ainda, acrescenta a autarquia, que a Associação de Agricultores do Distrito de Setúbal se pronunciou favoravelmente quanto à intenção e que não houve qualquer pronúncia, no prazo estabelecido para o efeito, ao edital (143/DADO-DAG/2016), relativo ao objectivo do município de promover o estabelecimento de uma zona livre do cultivo de transgénicos.

Fotografia de Eneas