Depois do falecimento da médica que assegurava o serviço, os utentes da zona do Passil têm sido obrigados a deslocar-se cerca de 9 Km para serem consultados

A extensão de saúde do Passil, em Alcochete, está sem médico desde Setembro de 2015, situação que levou “Os Verdes” a questionarem a tutela sobre o prazo previsto para “a colocação de médico de família” naquela unidade de saúde.

No documento entregue na Assembleia da República, o partido ecologista quer saber se o Ministério da Saúde considera “possível manter as condições existentes na extensão de saúde do Passil, no que se refere à ausência de consultas, devido à inexistência de médico, mantendo a população privada de acesso aos cuidados de saúde primários”, por um lado, e, por outro, questionam quais as medidas tomadas pela administração central “desde o final do ano passado” para procurar resolver a situação. Além disso, no mesmo documento, indagam ainda a tutela sobre o prazo previsto para “a colocação de médico de família” na referida extensão de saúde.

O pedido de esclarecimentos foi entregue pela deputada Heloísa Apolónia, considerando a actual situação “inaceitável”, já que a ausência de médico obriga os utentes a recorrerem à Unidade de Saúde de Cuidados Personalizados de Alcochete (USCP), que “dista 9 Km” da zona do Passil, sendo que a população que não consegue deslocar-se à sede do concelho fica privada de “assistência médica”.

“A localidade do Passil é um pequeno povoamento rural… constituído fundamentalmente por população idosa de baixos recursos, que vive essencialmente da sua parca pensão de reforma”, lembram “Os Verdes” no documento, considerando “profundamente preocupante que, face a estas circunstâncias, na extensão de saúde do Passil, que pertence à (UCSP) de Alcochete do ACES Arco Ribeirinho, se tenha deixado de prestar consultas aos utentes, desde Setembro de 2015, devido ao falecimento da única médica”.

“Ora, decorreu um ano e a população continua privada de consultas. Os utentes que conseguem deslocam-se à UCSP de Alcochete, que dista cerca de 9 Km do Passil, os que não conseguem ficam sem assistência médica. Esta situação é inaceitável e é devida uma resposta urgente a esta população residente no Passil”, reforçam “Os Verdes” a concluir.