Arnold, avançado do Vitória, foi a figura da última jornada ao apontar dois golos no empate (2-2) com o U. Madeira. Amanhã (16h15), caso surja a possibilidade voltar a fazer o gosto ao pé no Estádio do Restelo, frente ao Belenenses, o congolês garante que tudo fará para facturar. “Se surgir a oportunidade, porque não?”, disse ontem o atacante que é já o terceiro melhor artilheiro dos sadinos com quatro golos apontados.

O jogador, contratado no início da temporada ao Desportivo de Chaves, confessa-se “feliz” em Setúbal e não hesita em considerar o ambiente que se vive no grupo como uma mais-valia. “O nosso forte é o balneário. Temos um bom capitão, bons jogadores, não há distinção entre os mais velhos e mais novos. Brincamos, dançamos e esse espírito de grupo forte reflecte-se em campo”, frisa.

Entretanto, o treinador Quim Machado, que ontem orientou a sessão de trabalho em Vendas Novas, tem o plantel na máxima força, uma vez que o avançado Vasco Costa recuperou de lesão muscular na perna direita. Hoje, 10 horas, o plantel treina na Várzea.

Depois de bisar na 5.ª jornada com o V. Guimarães (2-2), voltou a fazer dois golos ao U. Madeira…

Trabalho para ajudar a equipa. Surgiu a oportunidade de fazer dois golos e aproveitei. Fiquei feliz por isso e um bocadinho triste por sofrermos dois golos no início da segunda parte. Levantámos a cabeça e corrigimos as coisas de modo a chegarmos ao empate.

O que faltou à equipa para vencer?

O futebol é assim. Podemos sofrer e marcar golos. Durante a semana, procurámos corrigir os erros que cometemos. Os erros não se podem repetir com o Belenenses. O treinador já nos alertou para isso.

O que espera do duelo com o Belenenses?

O Belenenses é um grande clube, tem bons jogadores e merece o nosso respeito. É um jogo muito difícil, mas vamos lá lutar pelos três pontos.

Espera marcar novamente?

Se surgir a oportunidade, porque não?

Parece que só sabe marcar aos pares…

Cada vez que faço dois golos a equipa empata. É melhor marcar só um, ou três, e a equipa ganhar.

Vê-se como uma espécie de talismã?

O mais importante é que a equipa ganhe, independentemente de quem faça golo. Não faço tudo sozinho. Se marco golos é porque os meus colegas estão a fazer um bom trabalho.

No ano em que se estreia na l Liga esperava ter quatro golos à 11.ª jornada?

Vim da 2.ª divisão [Desp. Chaves] e estou muito feliz pelo que tenho feito. Não é fácil marcar quatro golos. Vou lutar e trabalhar para marcar mais.

Qual a meta de golos que tem traçada?

Não sei. Posso dizer sete e depois marco 10 ou digo 10 e marco sete (risos)! No fim o campeonato, veremos quantos marquei.

Está apenas a um golo de Suk e André Claro, ambos com cinco golos no campeonato…

Eles marcam golos e eu também gosto de o fazer. Já estou pertinho deles (risos).

Sente que está mais perto de se estrear pela seleção do Congo?

Não tenho pressa de ir à seleção. Se surgir a oportunidade, vou. Não posso é estar com essa ideia na cabeça. Estou aqui no Vitória para ajudar a equipa.

Como é o ambiente no balneário do Vitória?

O nosso forte é o balneário. Temos um bom capitão, bons jogadores, não há distinção entre os mais velhos e mais novos. Brincamos, dançamos e esse espírito de grupo forte reflecte-se em campo. Eu também estou sempre bem disposto. Gosto de brincadeira.

Qual a importância de ter os adeptos a apoiar a equipa no Estádio do Restelo?

Sentimos sempre a presença deles nos jogos fora de casa. Dão-nos força. O jogo é pertinho. Adeptos motivam-nos a trabalhar ainda mais. Espero que possam marcar presença no jogo.