Intervenção arrancou no troço compreendido entre os nós da petroquímica e de Maria da Moita, tendo sido já retirados os pinos de delimitação da via

O início esta semana das obras na auto-estrada A26-1, entre Sines e Vila Nova de Santo André, é visto de forma “positiva” por utentes e autarcas, que prometem ficar “atentos” à conclusão da empreitada.

Num comunicado enviado à agência Lusa, o gabinete do ministro do Planeamento e das Infra-estruturas, Pedro Marques, confirmou o início, na última semana, das obras de conclusão da A26-1, que liga Vila Nova de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém, ao complexo industrial de Sines. “A intervenção foi iniciada no troço compreendido entre os nós da petroquímica [no complexo industrial de Sines] e de Maria da Moita [em Vila Nova de Santo André], tendo sido já possível a retirada dos pinos de delimitação da via, que causavam problemas de segurança”, explicou a tutela.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, considerou a “notícia positiva”, mas lamentou a forma como o processo “foi tratado”, com o anúncio da retoma das obras feito “quase na calada da noite”, em Sines, quando a “população de Santo André [no concelho de Santiago do Cacém] é a mais afectada”. Álvaro Beijinha frisou, no entanto, que “o mais importante” é que os anúncios feitos “não sejam apenas mais promessas”.

Nuno Ferreira, do Movimento de Utentes de Santo André, grupo de cidadãos que tem promovido várias iniciativas para exigir a conclusão das obras, também se manifestou satisfeito com a retoma dos trabalhos e prometeu continuar “atento”.

As obras da A26-1, previstas no contrato da subconcessão Baixo Alentejo, começaram em 2010 e foram suspensas em 2012, tal como a construção da A26, entre Sines e Beja, tendo sido anunciada repetidas vezes a sua retoma, sem que fosse concluída a empreitada.

Confusões

No dia 21 de Outubro, o ministro do Planeamento e das Infra-estruturas deslocou-se a Sines para anunciar a retoma e conclusão das obras até ao dia 31 de Janeiro de 2017, no entanto a data foi posta em causa durante um protesto de utentes e autarcas em Lisboa, que exigiam a conclusão da obra na A26-1 e também a requalificação do Itinerário Complementar (IC) 1.

Após ser recebido, no dia do protesto, a 27 de Outubro, pelo chefe de gabinete do secretário de Estado das Infra-estruturas, o porta-voz das comissões de utentes do litoral alentejano, Dinis Silva, disse ter sido informado que as obras iriam “começar no início de Janeiro de 2017”, algo desmentido no mesmo dia à agência Lusa por uma fonte do Ministério. “Deve haver alguma confusão [nos manifestantes, que indicaram Janeiro de 2017 para começo dos trabalhos], pois as obras vão começar já na próxima semana, que já será mês de Novembro, prevendo-se que estejam concluídas em Janeiro do próximo ano”, disse nesse dia a mesma fonte.

No comunicado divulgado pelo gabinete do ministro Pedro Marques na quinta-feira, é ainda indicado que “a conclusão das obras na A26-1 resulta de um acordo entre a IP [Infra-estruturas de Portugal] e a concessionária, o qual permitirá, a breve prazo, a reabilitação do troço do IC1, entre Grândola e Alcácer do Sal”.