Presidente da Câmara do Montijo espera resposta do ministro das Infra-estruturas, antigo companheiro na vereação do executivo socialista liderado por Maria Amélia Antunes. São ambos do Montijo e podem “acertar agulhas” sobre a vinda do aeroporto para a região

A possibilidade da vinda do aeroporto complementar à Portela para a Base Aérea n.º 6 do Montijo ganhou força nos últimos dias e Nuno Canta, presidente do município montijense, já solicitou uma reunião ao ministro do Planeamento e Infra-estruturas, Pedro Marques.

“Foi solicitada uma reunião ao ministro das Infra-estruturas e estamos a aguardar agendamento”, disse ao DIÁRIO DA REGIÃO fonte do Gabinete de Apoio à Presidência da autarquia, adiantando que os temas propostos para debate prendem-se com a implementação da infra-estrutura aeroportuária low-cost em Montijo e também com questões relacionadas com “fundos comunitários”.

A necessidade de avançar para a opção do aeroporto complementar na BA6 saiu reforçada nos últimos dias, depois de ter sido conhecido que o aeroporto da Portela registou em 2015 o transporte de 20 milhões de passageiros, conforme noticiou o Jornal de Negócios.

Recorde-se que Nuno Canta se recusou assinar um memorando de entendimento, em vésperas das últimas eleições legislativas, que o Governo então liderado por Pedro Passos Coelho pretendia efectivar. O autarca exigiu, na altura, a clarificação de várias questões no referido documento. “O memorando não cumpria, não clarificava determinadas coisas. Há ali questões que estão pouco clarificadas e que nós, Câmara Municipal do Montijo, apesar de concordarmos com a vinda do aeroporto e com o objectivo geral do memorando, não podíamos assinar uma coisa de cruz”, revelou, então, o presidente do município ao DIÁRIO DA REGIÃO, explicando de seguida alguns desses pontos em concreto. “Por exemplo, na questão da ANA aeroportos é preciso dizer que as infra-estruturas que nós apresentamos no caderno de encargos vão ser construídas por eles, como é evidente. Isso é fundamental, além de outras coisas”, revelou Nuno Canta, considerando que não fazia qualquer sentido que essas pretensões não estivessem “explicitamente” contempladas no memorando de entendimento.

Agora, o presidente da Câmara pretende retomar a discussão do processo e, para o efeito, solicitou uma reunião ao ministro, que conhece bem a região e o Montijo, bem como o próprio Nuno Canta. O governante é do Montijo e pertenceu, recorde-se, à vereação socialista do executivo camarário presidido por Maria Amélia Antunes, juntamente com Nuno Canta.