O presidente da Câmara Municipal do Barreiro acredita que “o projecto do novo terminal de contentores no concelho é para manter, seja qual for o governo”. Carlos Humberto informa que “o único local que está a ser estudado na Área Metropolitana de Lisboa (AML) é o Barreiro”, contudo “anseia pela evolução do processo”, apesar de “considerar que as coisas estão bem encaminhadas, diz que ainda falta muito para a sua conclusão”.

O edil refere que o terminal “deve vir acompanhado de uma área logística industrial e tecnológica anexa (ALITA)”, que “deve receber empresas ligadas à actividade portuária” e de “outras áreas”. Carlos Humberto acrescenta que na resposta da autarquia sobre a proposta foi “enaltecido a importância da AML se posicionar para ter actividade portuária” e “ser uma referência europeia”, defendendo que “Portugal pode ter um papel importante na ligação da Europa” com “as Américas ou África”.

O autarca lembra que “um novo terminal de contentores no Barreiro representa um total de 300 hectares que podem voltar a ser o pólo de riqueza” e “emprego que já foram”, referindo que “está a ser feito um estudo económico sobre a importância do novo terminal no país, na região” e “no concelho”. O presidente da câmara do Barreiro entende que, caso a obra avance, “devem ser tidos em conta os aspectos ambientais”, bem como “as acessibilidades, rodoviárias” e “ferroviárias”, com “destaque para a ponte entre o Barreiro e o Seixal”, sendo que “o corredor para a terceira travessia sobre o Tejo está assegurado em todos os estudos”.

Carlos Humberto considera que “o IC-21 tem um papel preponderante”, já que “o tráfego vai aumentar muito” e pode “ser feita uma ligação directa ao terminal”. Quanto à ferrovia, a autarquia “defende que depois da estação do Lavradio deve seguir para o terminal”, sendo que “com esta solução, o terminal rodoferrofluvial do Barreiro seria transferido para o interior do território da Baía do Tejo”, bem como “as oficinas da EMEF, criando assim uma grande alameda no centro da cidade”.