Unidades hospitalares para Évora e Lisboa Oriental também constam no documento. A construção dos três hospitais deverá arrancar ainda nesta legislatura

O novo hospital para o Seixal está contemplado no Orçamento do Estado (OE) para 2017, no capítulo dedicado à Saúde. O projecto para o Seixal, de acordo com o que é referido no documento, será lançado, em articulação com o Ministério das Finanças, tal como as unidades hospitalares de Évora e Lisboa Oriental.

Recentemente, recorde-se, o Ministério da Saúde já havia estimado que, dentro de cinco ou seis anos, os três novos hospitais poderiam estar a funcionar. A inscrição não só da unidade hospitalar para o Seixal como também para as de Évora e Lisboa Oriental no documento vem, assim, confirmar a aposta que o Governo já havia assumido pretender executar na área da Saúde. De resto, tal como o DIÁRIO DA REGIÃO noticiou oportunamente, Manuel Delgado, secretário de Estado da Saúde, já havia revelado, durante uma visita a Azeitão, Setúbal, que a nova unidade hospitalar do Seixal, a par da de Évora e da de Lisboa, estava incluída entre as três prioridades da tutela para novos hospitais, sublinhando até que o Seixal irá funcionar como “tampão” para reduzir pressão sobre o Garcia de Orta, de Almada.

A construção do novo hospital do Seixal deverá arrancar ainda durante a actual legislatura – que termina em 2019 – afirmou então o secretário de Estado. “Não quero arriscar, mas num horizonte temporal de cinco/seis anos, penso que poderemos ter os três hospitais a funcionar. Nunca será uma obra para fazer nesta legislatura, mas é seguramente para arrancar nesta legislatura”, disse Manuel Delgado.

‘Tampão’ na área do ambulatório

“A ideia, para o Seixal, não é fazer um hospital para todas as valências e muito complexo. A ideia é funcionar como um hospital tampão, na área do ambulatório, fundamentalmente ambulatório, para evitar a procura excessiva que estamos a sentir nos hospitais da região, designadamente em Almada”, explicou, adiantando que a futura unidade do Seixal deverá “funcionar como um hospital âncora para travar a ida aos hospitais mais diferenciados, designadamente na área das consultas, cirurgia de ambulatório e actividades similares”.

Agora, veio a confirmação, com a inscrição de Seixal, Évora e Lisboa Oriental no OE 2017, facto que deixou “grande satisfação” ao presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá (CDU). No entanto, em declarações à agência Lusa, o autarca chama a atenção para uma questão. “É uma grande satisfação constatar que o OE 2017 cumpriu a promessa de incluir verbas para o hospital. Agora, é necessário que se concretize, porque o financiamento global não está garantido”, afirmou. Carlos Pinto de Sá observou que as verbas previstas no documento vão “possibilitar o início dos trabalhos”, mas reforçou que será “necessário encontrar uma fonte de financiamento” para a construção do novo Hospital Central de Évora, cujo investimento deve ascender a 170 milhões de euros.