A nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcácer do Sal vai permitir o tratamento da totalidade das águas do saneamento básico da cidade, assim que entrar em funcionamento o sistema interceptor e as três estações elevatórias cujas obras estão em fase de conclusão, anunciou a Águas Públicas do Alentejo (AgdA) na inauguração da nova ETAR, na sexta-feira.

Quando o sistema interceptor entrar em funcionamento, as águas residuais da parte sul da cidade começam a ser tratada também pela ETAR, situada na zona norte, que tem capacidade de resposta para 10.700 habitantes, e que representa um investimento de 2,4 milhões de euros (4,2 milhões no total, com sistema interceptor e estações elevatórias).

Na cerimónia de inauguração, o ministro do Ambiente felicitou os 21 municípios que integram a ApdA e elogiou o modelo alentejano para a gestão da água, uma parceria publica-publico, entre os municípios (com 49% do capital) e o Estado (com 51%) considerando-o “inovador” e “inspirador”.

O presidente da Câmara de Alcácer do Sal, que preside também à Associação de Municípios para a Gestão da Água Pública (AMGAP), destacou a importância atribuída pelo ministro ao modelo alentejano. “A parceria publica-publica do Alentejo é reconhecida pelo senhor ministro, e pelo anterior Governo, como um grande exemplo.”, disse Vítor Proença.

O autarca sublinhou que, no fornecimento de água aos munícipes – o sistema em ‘baixa’ – os municípios “estão apostados na não verticalização do sistema, na melhoria da eficiência e na sustentabilidade, e para tal precisamos de financiamentos, particularmente comunitários”. Para Vítor Proença, é essencial que “não seja vedado ao municípios alentejanos da AMGAP o acesso ao financiamento comunitário” e que seja “permitido manter esta opção de um sistema não verticalizado e autónomo”.

O presidente da Águas Publicas do Alentejo, Joaquim Marcos Ferreira, revelou que, desde que foi criada, há cinco anos, a empresa concretizou 80 milhões de euros de investimento, em 1500 quilómetros de condutas, 300 reservatórios de água, 116 ETAR’s, entre outros equipamentos. Apesar deste investimento, entre 2010 e 2015, a AgdA obteve excedentes de 3 milhões de euros, que tem vindo a distribuir pelos municípios, pelo que o administrador afirma que “a empresa é viável, á luz da actual tarifa de 55 cêntimos [por metro cubico de água] ”.

Com a dimensão e localização da nova ETAR, com capacidade para toda a zona urbana, foi “poupada” a construção de uma segunda ETAR em Alcácer, na zona ribeirinha da cidade, referiu João Silva, administrador executivo da AgdA.