A nova esquadra da PSP no centro do Barreiro vai localizar-se no antigo edifício do Café Barreiro, construído no final do século XIX e adquirido pela autarquia há cerca de 15 anos. A esquadra vai ter três pisos, um total de 778 m2 e capacidade para 70 elementos da PSP

A construção da nova esquadra da Polícia de Segurança Pública (PSP) no centro do Barreiro vai avançar, num investimento superior a 715 mil euros, anunciou a secretária de estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto.

“Foi assinado um protocolo a 31 de Julho de 2015 no valor de 360 mil euros mais IVA para a construção da esquadra [pelo anterior governo], mas o projecto não tinha condições para avançar. Encontrámos algumas situações no país iguais às do Barreiro e não querendo desistir dos projectos foi preciso procurar financiamentos. Os projectos não podem ser feitos com bases em estimativas, porque as forças de segurança têm um programa funcional que tem que ser cumprido”, disse.

A secretária de estado Adjunta e da Administração Interna, que esteve em visita ao Barreiro, explicou que a construção da nova esquadra vai obrigar ao dobro do investimento que estava anunciado, 715 mil euros mais IVA, frisando que “não basta anunciar obras, é preciso assegurar o seu financiamento”.

“Quando a Câmara do Barreiro se dispôs a fazer o projeto de execução, verificamos que o valor da obra estava muito acima do programado. Foi necessário rever o projecto, num esforço imenso entre o MAI, a autarquia e a PSP, para conseguirmos chegar a valores exequíveis no próximo ano”, defendeu.

Isabel Oneto explicou que a Câmara do Barreiro vai assegurar o financiamento da obra e ela será paga em três prestações pelo MAI. A autarquia vai também fazer as acessibilidades, suportar os custos do projecto de execução e ceder o edifício.

“Nunca desistimos do projecto, é um local estratégico, mas tinha que ter financiamento. Anunciamos aqui hoje na certeza que todos os problemas estão resolvidos”, defendeu.

Autarca do Barreiro satisfeito com solução encontrada

Carlos Humberto (PCP), presidente da Câmara do Barreiro, mostrou-se satisfeito pela solução encontrada.

“Procurámos encontrar soluções e fazer caminhos. Fizemos caminho e encontramos a solução, por isso estou satisfeito. Se não houvesse intervenção financeira do município estava mais satisfeito, mas parece-me um excelente resultado para o Barreiro”, disse.

O autarca do Barreiro referiu que o objectivo foi resolver o problema e não “encontrar culpados e trocar acusações” em caso da esquadra não avançar.

Vamos além das nossas competências para achamos que é adequado este esforço. Não me preocupo com as paternidades, o Governo fez um esforço para chegar a este entendimento, mas a autarquia também deu um importante contributo”, defendeu.

Posto da GNR da Moita com obras em 2017

A terminar, a secretária de estado anunciou também que estão previstas obras em 2017 para o posto da GNR do concelho vizinho da Moita.

“Também vai ter uma intervenção para o próximo ano e penso que já está programada. Não posso precisar porque não tenho aqui todos os dados”, concluiu.

Secretária de estado diz que investimento em equipamentos para polícias vai triplicar

A secretária de estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto, anunciou que o governo vai triplicar o investimento feito nos últimos anos em equipamentos para os polícias, referindo que não se pode pensar só em infraestruturas.

“Preparámos uma lei de programação do investimento nas infraestruturas e equipamentos das forças de segurança a cinco anos, para dar resposta às necessidades. As infraestruturas são importantes, mas não podemos ter grandes palácios e depois não ter carros, não ter balas, armas ou material de segurança individual”, disse Isabel Oneto.

A secretária de estado Adjunta e da Administração Interna defendeu que é preciso “dar garantia de condições de segurança aos agentes”.

“Vamos triplicar o investimento em relação ao que foi feito nos últimos três anos. Tem que haver um equilíbrio no investimento, não pode ser tudo canalizado em infraestruturas, deixando descalços os outros investimentos importantes, tal como por exemplo o setor das telecomunicações”, salientou.

Isabel Oneto salientou que o agente que está na rua “tem que ter condições e deve ser alvo da nossa atenção ao nível do investimento”.