Antigas instalações da empresa localizam-se no centro da cidade almadense e na Trafaria

A Câmara Municipal de Almada recebeu luz verde para avançar para a compra das instalações da Empresa de Camionetas Piedense. O Tribunal de Contas, anunciou a autarquia, “deliberou no passado dia 24 de Agosto conceder visto de autorização ao processo de aquisição por parte do município de Almada de antigas instalações da Empresa de Camionetas Piedense, localizadas no centro da cidade de Almada e na Trafaria”.

A aquisição deste património, aprovada pela da Câmara Municipal e pela Assembleia Municipal de Almada em Abril do corrente ano, representa, segundo a edilidade, “um contributo de extraordinário significado e importância para o necessário impulso ao desenvolvimento de processos de reabilitação urbana essenciais no centro da cidade de Almada e na Trafaria”.

O município justifica, assim, a aquisição daquele património com a “estratégia de qualificação dos espaços urbanos que vem sendo prosseguida nas 11 freguesias do concelho, dinamizando, reabilitando e qualificando o espaço urbano, de modo a proporcionar a elevação dos padrões de qualidade e potenciando as vivências do espaço público”.

Opções de gestão urbana

No entender da autarquia, presidida por Joaquim Judas, estes dois novos espaços “reforçam, assim, as condições para o prosseguimento das opções de gestão urbana que assentam em Almada na promoção da densificação dos recursos culturais e valorização do património edificado”, afirmando o concelho como um pólo urbano de qualidade.

As Grandes Opções do Plano do Município de Almada, sublinha ainda o município, “consagram a orientação estratégica de valorização do espaço público enquanto condição essencial à vida no concelho, enquadrando por essa via os projectos de revitalização do centro da cidade de Almada, nomeadamente no que respeita à requalificação da Rua de Olivença e reabilitação/refuncionalização do Mercado de Almada, que as instalações da Av. D. Afonso Henriques agora adquiridas irão apoiar directamente”. O mesmo se aplica à “revitalização sustentada do núcleo urbano da vila da Trafaria”, com a Câmara a vincar a aposta “na reabilitação urbana e na criação de condições para instalação de actividades económicas que possam aproveitar a sua localização na frente ribeirinha do Tejo”.