A Câmara Municipal de Palmela criou um espaço para apoio à comunidade, no coração do centro histórico de Palmela, o “Espaço Cidadão – Serviço de Apoio à Comunidade”, e acordou com a Junta de Freguesia de Palmela a sua transferência para o local. O contrato de comodato com a junta aprovado, de forma unânime, na última reunião pública do executivo e será celebrado em breve.

Situado junto ao Mercado Municipal de Palmela, o novo “Espaço Cidadão” irá acolher todos os serviços públicos prestados pela junta e serviços de proximidade, entre os quais aconselhamento e apoio jurídico, “com grande dignidade e conforto, e permitirá o desenvolvimento de novas dinâmicas locais, com a abertura às instituições locais, ao movimento associativo e à população de áreas polivalentes, onde poderão ser dinamizadas actividades de âmbito cultural e educativo”, realça o município. O espólio arqueológico recuperado durante as escavações no local e na vila, nos últimos anos, encontrará no “Espaço Cidadão” um ponto de exposição permanente.

Recorde-se que, no âmbito do compromisso de recuperação e revitalização do centro histórico de Palmela assumido pelo município, estão também previstos outros investimentos, nomeadamente, a requalificação do Largo do Chafariz de D. Maria I, a infra-estruturação e pavimentação da Rua Serpa Pinto e a iluminação do Jardim Joaquim José de Carvalho.

“Acreditamos que será um espaço vivido”

Durante a discussão da proposta de contrato de comodato, o vereador socialista Pedro Taleço congratulou-se com o final das obras do “Espaço Cidadão” e com o contrato que vai ser celebrado com a junta de freguesia, levantando, no entanto, algumas questões. “Sabemos que vai ser um dos factores que irão contribuir para alguma reabilitação e dinamização do centro histórico, mas não será certamente o factor”, referiu. Ao mesmo tempo, questionou que utilização vai ter a sala polivalente do edifício, lembrando que “para espaço de exposições, a pouco mais de 150 metros está a sala da Biblioteca Municipal de Palmela e as galerias do Cine-Teatro S. João e também colectividades com belíssimas instalações”. “Penso que a sala de exposições não será uma necessidade grande para a zona do centro histórico”, afirmou.

“Pretende-se que o espaço tenha ocupação, seja dinamizado, quer pela junta, quer pela própria comunidade”, salientou o vereador com o pelouro da Recuperação/Revitalização do Centro Histórico, Luís Calha. O vereador apontou como exemplos de actividades a desenvolver a proposta que existe no sentido da criação de uma universidade intergeracional ou exposições que retratem o que foi a evolução do centro histórico e da vila. “Acreditamos que será espaço vivido, participado pela comunidade, e mais um elemento, não só de dinamização cultural, mas também de atractividade turística da vila e do concelho”, concluiu.