Depois de se sagrarem campeões nacionais de juniores da 2.ª divisão, quatro jovens jogadores acalentam o sonho de fazer parte da equipa principal do Vitória. O guarda-redes Diogo Ferreira, o defesa Gonçalo Duarte, o médio André Pedrosa e o avançado Valdu Tê deram o melhor de si no estágio que terminou domingo em Fornos de Algodres e aguardam agora pelo veredicto do treinador José Couceiro, que vai em breve anunciar a sua decisão.

A aposta na formação está longe de ser uma novidade nos sadinos. Nas últimas temporadas essa tem sido uma política seguida pelo clube, que lançou vários atletas para a ribalta do futebol nacional. Rúben Vezo, Ricardo Horta e André Horta são apenas três exemplos disso mesmo. No actual plantel do Vitória, o capitão Frederico Venâncio e o avançado Hassan também contribuem para alimentar o sonho do quarteto.

Trabalhar com os mais velhos é, nas palavras do defesa Gonçalo Duarte, encarada como uma oportunidade enorme de conquistar um lugar na equipa. “Integrar a equipa principal do Vitória é um sonho tornado realidade. É sentir que alcançámos um dos grandes objectivos para quem anseia ser profissional de futebol. A forma como fomos recebidos por todos foi fantástica e os nossos colegas e equipa técnica fazem-nos sentir como iguais”, sublinhou.

O êxito que outros jovens atletas provenientes da ‘cantera’ sadina lograram dá uma motivação extra a quem agora trabalha na equipa principal, admitiu André Pedrosa. “Quando estamos nos juniores ou nos juvenis e vemos que outros fizeram o nosso trajecto e tiveram a sua oportunidade na equipa principal, dá-nos ainda mais vontade de trabalhar e sabemos que se tivermos qualidade, a oportunidade de mostrar o nosso valor surgirá de forma natural”.

Em declarações ao site do clube, o avançado Valdu Tê falou da experiência de trabalhar às ordens de José Couceiro não poupando elogios ao técnico. “Estamos no início mas percebe-se que é um grande treinador. É muito interventivo, corrige-nos no momento exacto e de forma positiva. Deixa-nos completamente à vontade, mesmo quando as coisas não nos saem bem e isso é muito importante para  o nosso crescimento”.

Apesar de estar em comparação com os colegas há menos tempo em Setúbal, o guardião Diogo Ferreira sente-se imbuído no espírito do grupo e isso, revela, deve-se à forma como os mais velhos receberam os ‘miúdos’. “Sentimo-nos completamente à vontade e perfeitamente integrados. Os jogadores mais experientes têm um papel fundamental nesta adaptação. São dias de muito e sério trabalho mas muito importantes para aquilo que vai ser a época desportiva. O espírito de grupo e a solidariedade foram reforçados depois deste estágio”, assegurou.

Ricardo Lopes Pereira