Titular da pasta do Ambiente diz que tem estado em silêncio porque se trata de uma “operação comum”

O ministro do Ambiente, Pedro Matos Fernandes, disse ontem na Assembleia da República que a importação de resíduos de Itália, que estão desde sexta-feira no Porto de Setúbal, “é uma operação banal”.

O PSD questionou o ministro e criticou o seu silêncio sobre a matéria, e Pedro Matos Fernandes respondeu que as 20 mil toneladas de resíduos “vem de uma zona de Itália que não investiu em infraestruturas para os tratar”, tendo feito “um concurso público para dar um destino final”. Segundo o governante, as 2.700 toneladas que chegaram ao Porto de Setúbal e que foram colocadas em quarentena, estão “bem acondicionadas”, tendo já sido feitas análises, as quais antevê que deem os mesmos resultados das análises feitas à saída de Itália.

O ministro defende que esta é uma “operação comum”, sublinhando que Portugal também importa resíduos que “não são tão banais como estes porque tem infra-estruturas para os tratar”. “O meu silêncio não tem nenhum significado porque esta é uma operação banal e como tal está a ser gerida pelo Ministério do ambiente com normalidade”, acrescentou Matos Fernandes.

As toneladas de lixo que já chegaram a Setúbal destinam-se ao aterro do Citri – Centro Integrado De Tratamento de Resíduos Industriais, na Mitrena.

A Câmara de Setúbal também já questionou o ministro do Ambiente e queixou-se de não ter tido conhecimento da operação de importação dos resíduos de Itália para Setúbal. O valor do negócio não foi revelado.