O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, afirmou que “está a ser preparada uma nova unidade de saúde” para a Baixa da Banheira, depois de questionado na Assembleia da República pela deputada socialista Eurídice Pereira sobre o caso.

“Os eleitos socialistas aguardam agora a informação complementar solicitada por escrito e que completará a garantia dada por Adalberto Campos Fernandes, Ministro da Saúde, na Assembleia da República. Das questões formuladas destaca-se a pretensão em saber em que estado se encontra o processo que possa vir a permitir a construção da nova unidade de saúde de Baixa da Banheira, concelho de Moita, quanto ao projecto, localização, fontes de financiamento, estimativa dos encargos globais, prazos, entre outros que se considerem relevantes”, referem os deputados do PS eleitos por Setúbal.

Os socialistas querem também saber se o projecto está a ter em conta a dimensão que garanta capacidade para resposta futura e na ponderação da localização se está a ser considerado o acesso aos equipamentos por transportes públicos.

Segundo o DIÁRIO DA REGIÃO conseguiu apurar, está previsto que a elaboração de projecto e lançamento da obra decorram em 2017, de modo a que o equipamento esteja concluído e em funcionamento no ano seguinte.

O custo da obra será de cerca de milhão e meio de euros e já existem conversações entre a ARSLVT e a Câmara da Moita para a definição do local, o que deverá ocorrer até ao final deste ano.

Os parlamentares querem ter a certeza que o próximo plano de investimentos em infraestruturas de Saúde contempla outras unidades para o distrito de Setúbal, nomeadamente a da Baixa da Banheira, que responde a uma população de utentes na ordem das 30 mil pessoas.

Autarquia confirma conversações com a ARSLVT

Contactada pelo DIÁRIO DA REGIÃO, a Câmara Municipal da Moita confirmou que existem conversações em curso sobre a construção do novo Centro de Saúde da Baixa da Banheira com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).

Já quanto ao arranque das obras, a autarquia referiu que não tem conhecimento sobre quando o Governo prevê a sua construção.