Manuel Caldeira Cabral realçou a opção de a empresa, que tem 40 fábricas em todo o mundo, escolher Portugal e a Fisipe para investir em produtos inovadores, que vão ser utilizados na indústria

“Estamos a inaugurar um investimento de 30 milhões de euros de uma multinacional alemã que está no Barreiro a criar emprego e mais capacidade de produção e exportação. A empresa tem 40 fábricas em todo o mundo e escolheu Portugal e a Fisipe para investir em produtos inovadores de carbono, mais leve, que vão ser utilizados em várias indústrias, como a automóvel”, disse o ministro.

Manuel Caldeira Cabral referiu que os materiais que vão se produzidos são quase 100% recicláveis, integrando na ideia de uma economia circular.

“São materiais que se integram na ideia de economia circular, porque são quase 100% recicláveis. É um investimento de grande montante e mostra bem a aposta que existe de multinacionais na economia portuguesa e a confiança que têm no nosso país”, referiu.

A empresa Fisipe, que é detida a 100% pelo grupo alemão SGL desde 2012, tem estado nos últimos anos a trabalhar num projecto de produção para precursor de fibra de carbono.

“Este é um marco na história de mais de 40 anos da nossa empresa, que reforça esta unidade aqui no Lavradio e reforça também o negócio do SGL Group”, disse Stefan Seibel, administrador-delegado da Fisipe, que tem cerca de 350 colaboradores.

O responsável da empresa de produção de fibras sintéticas referiu que a Fisipe foi obrigada a reinventar-se e a desenvolver uma vasta gama de fibras especiais, que são agora a “espinha dorsal do negócio” e 99% exportadas.

“Investimos no processo e na qualificação do produto e a Fisipe produz fibra de carbono de alta qualidade. Pode ser utilizada em barcos, carros ou aviões. A nova linha tem um grande potencial e é uma grande oportunidade”, defendeu.

Carlos Humberto (PCP), presidente da Câmara do Barreiro, mostrou-se satisfeito com a aposta da Fisipe na tecnologia, depois de passar por tempos difíceis, e garantiu que o concelho está disponível para receber e apoiar novas empresas.

“Deixo aqui o desafio ao senhor ministro para connosco olhar para todo este território da Baía do Tejo e procurar soluções que tragam desenvolvimento ao Barreiro, à região e ao país”, concluiu o autarca.