Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões, no Montijo, diz que está a ter “o melhor ano de sempre” em prémios e facturação, mantendo o crescimento das exportações

“Está a ser o melhor ano de sempre. É o ano em que estamos a vender mais, o ano em que ganhamos mais prémios e assim tem sido de há uns anos para cá, o que nos orgulha e nos dá muita responsabilidade porque queremos manter o nível e crescer”, disse o enólogo Engº Jaime Quentera ao DIÁRIO DA REGIÃO.

A Adega de Pegões foi a empresa portuguesa mais premiada no “Portugal Wein Trophy 2016” que se realizou em Maio. No concurso organizado pela revista de vinhos alemã Deutsche Wein Marketing – a que apenas concorrem produtores nacionais, cujos vinhos são avaliados por jurados internacionais – arrebatou nove medalhas de ouro e nove medalhas de prata.

“Os prémios são uma compensação e um reconhecimento do trabalho que fazemos e reconhecem a qualidade dos vinhos e das uvas da região”, disse o enólogo, adiantando que a empresa prevê atingir nesta época perto de 170 distinções. Dando exemplos de vinhos que se têm destacado. “O Adega de Pegões Colheita Seleccionada Branco e Tinto já ganhou várias medalhas de ouro nos melhores concursos do mundo. Como surpresa, destaco o Fonte do Nico: é engraçado como um vinho de preço tão acessível ganha medalhas importantíssimas”, disse, acrescentando que o Fontanário de Pegões, o Moscatel de Pegões e o Pegões Sirah têm ganhado “prémios ao mais alto nível”.

No “Selezione Del Sindaco 2016″, concurso europeu de vinhos realizado em Itália pelos Concelhos Europeus Produtores de Vinho, a Adega de Pegões também se destacou como a empresa portuguesa mais premiada de Portugal pelo segundo ano consecutivo, com oito medalhas de ouro e cinco medalhas de prata. “Os concursos são uma forma de mostrarmos a nossa qualidade para que o consumidor nos escolha”, disse, lembrando o papel da indústria do vinho, “muito importante para a criação de emprego e riqueza” nos concelhos de Palmela e Montijo, bem como em toda a região de Setúbal.

Exportações a crescer

A Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões prevê, assim, dar continuidade ao bom desempenho deste ano. Segundo o enólogo, a empresa conta fechar 2016 “como o melhor ano de sempre em termos de prémios e de facturação, à semelhança de 2015”. Quanto às previsões para 2017, “a tendência será consolidar o volume de vendas e reforçar a presença nos mercados que são para nós mais importantes”, uma vez que o mercado nacional também não absorve toda a produção (35% da produção é exportado).

“Vendemos para 40 países em todo o mundo e estamos agora a crescer na Ásia e na América do Norte. A Europa está estável, com tendência de crescimento”, explicou Jaime Quendera, atribuindo parte do sucesso da Adega de Pegões às próprias vinhas: “Se as uvas não tivessem a qualidade que têm eu também não fazia milagres”.