Maria Luís Albuquerque reiterou estar “muito contente e honrada por voltar a concorrer pelo distrito de Setúbal” às legislativas. A Ministra das Finanças falou pela primeira vez como cabeça de lista do Partido Social-Democrata (PSD) pelo círculo eleitoral de Setúbal, depois de ter presidido, na última terça-feira à noite, à cerimónia de tomada de posse da nova direção da Comissão Política da secção do Montijo do partido laranja, liderada agora por Pedro Vieira.

“Confiança” foi uma das palavras mais utilizadas pela social-democrata, que acredita num resultado ainda melhor nas eleições de outubro. O distrito de Setúbal vai contar com mais um lugar de deputado à Assembleia da República e Maria Luís Albuquerque não tem dúvidas, “esse deputado vai ser conquistado pela coligação PSD/CDS-PP”.

Defendendo que o caminho trilhado pelo atual Governo foi difícil, mas o “correto” em face da situação herdada da anterior gestão socialista, a governante considerou que o distrito de Setúbal está hoje melhor e em mudança. “Acho que o distrito, que tem sido tradicionalmente de esquerda, está a mudar, tal como o país”, disse, reforçando, “temos ainda a memória de um distrito pobre que hoje, se calhar, já não corresponde a essa imagem. Setúbal já não é o distrito mais pobre do país”.

Sobre os investimentos estruturantes para a região, a cabeça de lista do PSD por Setúbal mostra-se otimista. A ligação ferroviária ao porto de Sines “está incluída nos projetos de Portugal 2020 e vai avançar”. O aeroporto low-cost complementar ao aeroporto da Portela tem boas perspetivas de se concretizar em Montijo, na Base Aérea n.º 6. “Os desenvolvimentos mais recentes encorajam-nos a pensar que essa vai ser a solução”, comentou.

O pior, no entender da governante, “já passou” e isso significa que “os esforços feitos pelos portugueses valeram a pena”. “Não prometemos austeridade, ninguém promete um caminho de austeridade. Isso foi uma consequência de erros passados”, afirmou, aludindo à gestão anterior de José Sócrates, ao mesmo tempo que sublinhou o trabalho desenvolvido nesta última legislatura PSD/CDS-PP que permitiu encontrar o melhor rumo para sair da crise.

“Estamos a ver os resultados agora”, vincou, acrescentando que “os dois primeiros anos de governação foram muito difíceis” e que nos últimos dois o país tem vindo “a melhorar em todas as frentes”, assistindo-se a um aumento do “emprego” e do “crescimento económico”.

“Não queremos tirar aos ricos para dar aos pobres. Queremos é que todos sejam mais ricos”, concluiu.