A Lisnave, Estaleiros Navais, obteve em 2014 um lucro líquido de 6,4 milhões de euros e vai distribuir parte desse resultado, 1,2 milhões de euros pelos trabalhadores, informou ontem a empresa. Os acionistas decidiram distribuir cerca de 20 por cento do lucro pelos trabalhadores efetivos dos estaleiros sadinos como “gratificação de balanço”.

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Um prémio que os funcionários vão receber juntamente com o salário de abril, disse ao DIÁRIO DA REGIÃO Humberto Bandeira, da Lisnave, explicando ainda que a gratificação a distribuir por cada trabalhador é composta por uma parte fixa, correspondente a 70 por cento do valor do salário, mais uma parte variável em função da performance e da assiduidade. O Relatório de Gestão e Contas da Empresa no Exercício de 2014 foi aprovado pela assembleia-geral de acionistas da Lisnave, que se reuniu no estaleiro da Mitrena, concelho de Setúbal.

No ano passado, a Lisnave reparou 92 navios, de 21 países, num nível de operacionalidade que a empresa considera “bastante estável”, apesar do “volátil e adverso contexto que vive o mercado do ”shipping” internacional”. Com um volume total de vendas de 85,67, a empresa exportou 98 por cento da sua produção e obteve uma incorporação nacional superior a 90 por cento. O resultado líquido cifrou-se em 6,47 milhões de euros.

Embora tenha registado uma ligeira redução no número total de navios reparados, comparativamente com o ano anterior, em 2014 a Lisnave conseguiu manter um nível considerável de ocupação das suas docas e de trabalho realizado, devido a um aumento de navios com reparações de vulto, onde o volume de trabalho foi significativo. O mesmo responsável destacou ainda, entre os 51 clientes do ano passado, a Teekay Marine, que trouxe 12 navios para as docas do Sado, e a A.P. Moller, que “docou” seis navios.

Também foram feitas grandes reparações em navios da Enterprises Ship And Trading, com cinco navios e da Aet Shipmanagement, com quatro. Entre os 21 países de origem dos navios reparados, está a Venezuela, que mandou fazer “grandes reparações” em dois navios na empresa portuguesa em 2014. “A Venezuela tem sido um bom cliente para nós, foi assim em 2014 e continua a ser este ano”, refere Humberto Bandeira.