A Juventude Social-democrata (JSD) do Barreiro demonstrou a sua preocupação quanto ao funcionamento dos Transportes Colectivos do Barreiro (TCB) após o alargamento ao concelho da Moita, no que toca à alteração dos trajectos das Carreiras 1 e 2.

Segundo o presidente da estrutura, Tiago Sousa Santos, “por um lado, este alargamento beneficia os utentes do Concelho da Moita e estabelece uma parceria, que se espera que também se materialize ao nível dos encargos uma vez que mesmo antes do novo modelo eram muitos os utilizadores da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira a usufruir das carreiras dos TCB com a Câmara Municipal do Barreiro a arcar com as responsabilidades financeiras do serviço público”, afirmando que neste aspecto é de louvar a decisão dos executivos.

Contudo, o responsável refere que por outro lado veio “limitar a mobilidade dos moradores da Urbanização da Quinta dos Fidalguinhos que lhes vêem retiradas as Carreiras 1 e 2 com a supressão das paragens da Estrada da Amizade e aumentar o tempo de deslocação daqueles que maior proveito tiravam destas mesmas carreiras pelo novo trajecto, muito mais alongado.”

Segundo refere a JSD, a Câmara Municipal do Barreiro optou “pela opção mais fácil, mas menos proveitosa para os seus munícipes”.

“Exigia-se que que esses novos trajectos fossem cobertos por novas carreiras que ligassem Alhos Vedros, Baixa da Banheira e Vale da Amoreira ao Terminal, de onde os munícipes da Moita poderiam chegar a qualquer destino no interior do nosso concelho e a Lisboa”, salienta.

Tiago Sousa Santos diz ainda que “esta é uma opinião que é da JSD, mas que se sustenta em várias reclamações que a nós chegaram pela voz de jovens munícipes moradores na urbanização referida”.

“O Serviço Público tem de responder às necessidades dos cidadãos e atentar às realidades práticas de cada uma das carreiras. Transformar os autocarros 1 e 2 em pêndulos inter-concelhios, quando estes se encontravam já em constante sobrelotação, é reduzir a Quinta dos Fidalguinhos e os seus moradores a cidadãos de segunda”, frisou.

A JSD Barreiro manifesta assim a sua “indignação pela perda de mobilidade dos barreirenses a favor de um ganho efectivo de mobilidade dos moitenses, que poderia ser alcançado sem perdas para nenhum dos lados”.