O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou ontem que a redução do IVA na restauração, de 23 para 13 por cento, resulta da luta dos empresários do sector e da nova correlação de forças no Parlamento. “Não se tratou de uma redução do IVA meramente por decreto, mas que foi resultado da participação, da intervenção, da manifestação dos pequenos e médios empresários da restauração”, disse à agência Lusa Jerónimo de Sousa, durante um almoço em Almada com dezenas de empresários do sector, para celebrar a redução do IVA, a partir desta sexta-feira.

“Perante a violência do governo PSD/CDS – que, como é sabido, passou o IVA de 13 para 23% -, [os empresários da restauração] lutaram muito, fizeram abaixo-assinados, petições à Assembleia da República e intervenção em acções de massas, numa luta que parecia que não valia a pena”, recordou o líder comunista, salientando que esta alteração também só foi possível devido à alteração na correlação de forças na Assembleia da República.

Certo de que o objectivo desta luta foi alcançado, Jerónimo de Sousa lembrou o testemunho de alguns empresários, que sublinharam o facto de passarem a ter uma receita adicional de 100 por cada 1 000 euros de facturação, dado que vão passar a pagar 130 euros de imposto, em vez dos 230 que pagavam até hoje. “É um sector que vivia em grandes dificuldades – e continua a viver, obviamente –, mas que é responsável por um nível de emprego muito grande. Com esta medida (redução do IVA) vai ter condições de retomar o fôlego, criar condições para o seu desenvolvimento, criar mais emprego e, simultaneamente, dar resposta àquilo que são os objectivos de cada empresa”, concluiu.