O Grupo Portucel/Soporcel mudou o nome para The Navigator Company. A decisão foi anunciada na sexta-feira, num encontro de quadros da empresa, e entrou em vigor logo no sábado. O nome é agora The Navigator Company.

Ao atingir, em 2015, um volume de negócios de € 1,6 mil milhões, o Grupo Portucel Soporcel alcançou o maior valor alguma vez registado. Um resultado que reflecte um aumento de cerca de € 85,7 milhões relativamente a 2014 (+5,6%) e que, segundo a empresa, “resulta essencialmente da evolução favorável dos preços de pasta e de papel, decorrente da valorização do dólar face ao euro”.

“A inclusão do negócio de tissue no universo de consolidação do Grupo contribuiu para o crescimento registado. O peso das vendas de papel no volume de negócios foi de 75%, a energia representou 12%, a pasta 9% e o tissue cerca de 3%”, explica o grupo empresarial, lembrando que, na área de papel não revestido de impressão e escrita (UWF), o mercado europeu registou “apenas uma ligeira redução do consumo aparente (cerca de 0,3%), tendo registado um significativo crescimento de exportações, apoiado pelo comportamento favorável da cotação do dólar”.

Tirando partido da evolução cambial, a Portucel sublinha que expandiu as suas vendas “em mercados baseados em USD, registando um crescimento de cerca de 1,7% no volume vendido para esses mercados”. O preço médio de venda do Grupo teve uma evolução bastante positiva, aumentando cerca de 5% relativamente ao ano de 2014, o que possibilitou um crescimento de 4,0% no valor das vendas de papel em 2015, que ultrapassaram € 1,2 mil milhões e atingiram o valor mais elevado de sempre. “No mesmo período, o índice de referência na Europa, PIX A4- Copy B, teve uma redução de 0,6%. Em termos de volume, registou-se um ligeiro decréscimo de 0,6%, que se deveu essencialmente ao esforço de reposicionamento de stocks, que se encontravam em níveis muito baixos, e ao aumento do volume em trânsito para clientes.”

Pasta braqueada melhora preços

O negócio de pasta branqueada de eucalipto (BEKP) “manteve o desempenho positivo verificado desde o início do ano”, com uma melhoria significativa nos preços face a igual período de 2014. “Devido ao efeito cambial, esta evolução representou uma subida acentuada no preço em euros, tendo o índice de referência PIX BHKP atingido uma média de € 705 /ton, um aumento de 25,6% face a igual período no ano anterior. Esta evolução do preço da pasta permitiu um crescimento de 23,2% no valor das vendas, apesar da diminuição de 1,7% na quantidade vendida”, indica a empresa.

A redução do volume de vendas de pasta em 2015 resultou “essencialmente da menor disponibilidade de pasta para mercado, na sequência da paragem da fábrica de Cacia, enquanto decorreram os trabalhos relativos ao projecto de expansão de capacidade”. Este projecto, que correspondeu a um aumento de 20% de capacidade instalada, “foi concluído com sucesso, tendo a fábrica de Cacia reiniciado a sua produção nos últimos dias de Junho”. A produção e venda de energia foram afectadas pelas paragens de manutenção registadas em Cacia, Setúbal e Figueira da Foz, fazendo com que a produção anual bruta do Grupo tenha ficado “4,2% abaixo do valor registado em 2014, o que, associado à redução dos preços facturados, determinou uma redução de 16,1% nas vendas de electricidade à rede”.

Custos com pessoal aumentam

Na rubrica de custos com pessoal, verificou-se um aumento de cerca de € 34,2 milhões, que resulta essencialmente dos seguintes factores: “Crescimento do número de colaboradores do Grupo, nomeadamente no projecto de Moçambique (no final do ano totalizavam 228 colaboradores) e da inclusão dos custos com pessoal da AMS; factores não recorrentes, tais como a dotação efectuada para o Fundo de Pensões, o acréscimo do custo com rescisões, relativo às indemnizações atribuídas no âmbito do programa de rejuvenescimento em curso, e à estimativa de custos com o prémio de desempenho para 2015”.

Neste cenário, o EBITDA consolidado “evoluiu muito favoravelmente para € 390 milhões, o que representa um aumento de cerca de 61,6 milhões face a 2014”. Os resultados operacionais “apresentam também uma clara melhoria, tendo crescido 29,6% e alcançado € 282,9 milhões”.