O Grupo Portucel Soporcel acaba de anunciar dois grandes projetos a implementar no estrangeiro. No próximo mês de setembro, a Portucel Moçambique vai inaugurar o maior viveiro de plantas em África, com uma capacidade inicial de 12 milhões de plantas por ano. Este importante projeto de investimento florestal culmina com a construção, até 2023, de uma fábrica de produção de pasta de celulose, um investimento de mais de dois mil milhões de euros.

O Grupo Portucel aproveitou a visita do Presidente da República Moçambicano a Portugal, e ao complexo industrial da empresa em Setúbal, para anunciar dois grandes projetos a implementar em Moçambique. O Chefe de Estado de Moçambique, Filipe Nyusi, pôde assim inteirar-se da realidade do Grupo Portucel Soporcel, ficando ainda a conhecer o moderno e sofisticado produtivo de um grupo que é um dos maiores investidores estrangeiros em Moçambique.

O projeto florestal consiste num viveiro com uma capacidade inicial de 12 milhões de plantas por ano, “produzidas de acordo com as melhores praticas mundiais”. Este projeto desenvolve-se nas províncias de Manica e Zambézia, comporta uma área total de 356 mil hectares, e vai permitir a criação de cerca de sete mil postos de trabalho diretos. A par deste projeto florestal, até 2023, vai ser construída, também em Moçambique, uma fábrica para o processamento de eucalipto em pasta de papel.

Depois de visitar as instalações do complexo industrial de Setúbal, o Presidente da República de Moçambique falou da importância desta visita a Portugal e à fábrica da Portucel. “Vimos para encorajar este projeto. Faz parte do ciclo da nossa governação a industrialização de Moçambique. Pretendemos a partir da produção da própria planta e da fábrica que vai ser implantada promover o desenvolvimento”.

“Um dos grandes problemas em Moçambique é o emprego”, afirmou Filipe Nyusi, sublinhando que através deste projeto do Grupo Portucel Soporcel “vamos poder empregar milhares e milhares de moçambicanos”. Além disso, frisou o Chefe de Estado, este projeto vai “pressionar Moçambique a melhorar as vias de comunicação e de transporte”. “O nosso sonho de acarinhar este projeto não vai parar por aqui. Teremos de fazer mais coisas como estas. Queremos que a Portucel seja uma realidade em Moçambique. Vamos compensar todo este esforço e investimento com o produto moçambicano”, garantiu Fiipe Nyusi.

Para Pedro Queiroz Pereira, presidente do Grupo Portucel Soporcel, este é um projeto “transformacional de uma vida para todas as gerações futuras”. É um investimento que “potencia a floresta, a indústria e a agricultura e que vai contemplar também a produção de energia elétrica rentável”. O presidente do grupo afirmou ainda que este é “mais um passo no caminho que a Portucel traçou de ser uma empresa que contribui para criar emprego, melhorar a competitividade e a riqueza nacional”.

Declarações partilhadas por Diogo da Silveira, presidente da comissão executiva do grupo. “Este é um projeto de uma geração. O futuro da Portucel passa por Moçambique. Este é um investimento muito significativo feito em duas etapas: o projeto florestal e a construção da fábrica”. Diogo da Silveira salientou a ainda a importância de investir num país como Moçambique. “É um país fantástico com grandes oportunidades para o nosso mercado. Vamos criar empregos qualificados, temos seis anos para qualificar os recursos humanos moçambicanos. É um projeto económico, ambiental e social”.

No final, e ao lado da presidente da Câmara Municipal de Setúbal, o Chefe de Estado Moçambicano voltou a intervir para revelar uma outra vontade: “Já temos, há alguns anos, geminação com Quelimane e agora vamos finalizar o processo com Pemba. Nós vamos fazer tudo em paz, em tranquilidade e com muita estabilidade para que este projeto vá avante”, afiançou Filipe Nyusi.