O ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, anunciou que o Governo está a negociar com instituições bancárias o financiamento de projetos aprovados no âmbito do Programa de Desenvolvimento Regional 2020 que ultrapassem a dotação orçamental deste ano.

“Estamos neste momento a negociar com as instituições bancárias, e em particular com o Crédito Agrícola, a possibilidade de o Ministério da Agricultura poder continuar a aprovar projetos mesmo depois de ultrapassada a dotação global do ano, que ronda os 600 milhões de euros”, disse Capoulas Santos em declarações à agência Lusa.

O Governo quer que “os agricultores apresentem a aprovação dos projetos como garantia” para que “as instituições bancárias financiem” e “os projetos continuem”.

Capoulas Santos recordou que, “apesar do programa [de Desenvolvimento Regional] ter tido início em 2014, no final de 2015 não havia nenhum projeto de investimento aprovado”, embora estivessem “acumula dos cerca de 20 mil” pedidos, porque “estiveram candidaturas abertas durante o ano de 2015”.

Essa situação, garantiu, “está hoje desbloqueada”.

“Estamos agora no conjunto do Programa de Desenvolvimento Regional (PDR) a aprovar cerca de 1200 projetos por mês”, destacou, revelando que a intenção é “repor a normalidade nos próximos meses”.

Contudo, a “acumulação” de projetos que aguardavam aprovação levou a que este ano o governante conte aprovar “um conjunto de projetos que esgotam a dotação de 2016”.

É nesse sentido que o Ministério da Agricultura está “a negociar com as instituições bancárias”.

Capoulas Santos falava à margem da cerimónia de celebração dos cem anos do Crédito Agrícola da Costa Azul, em Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal, onde destacou o papel da instituição bancária “ao serviço da população e da agricultura”.

Na cerimónia, com 800 convidados, participaram também, além do presidente da instituição, Jorge Nunes, o presidente do Conselho de Administração da Caixa Central, Licínio Pina, o presidente da Federação Nacional das Caixas de Crédito Agrícola Mútuo, Jorge Volante, o presidente das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, e, entre outros, os autarcas da região.