Vitória somou sétimo empate caseiro em 11 jornadas

Pela sétima vez em onze jornadas disputadas no Estádio do Bonfim na I Liga portuguesa de futebol, o Vitória empatou, desta vez 1-1, diante do Marítimo. André Claro, aos 42 minutos, deu vantagem aos setubalenses, mas o brasileiro Fransérgio, aos 71, na conversão de uma grande penalidade cometida pelo capitão Frederico Venâncio, assegurou o empate para os madeirenses.

Com três dos quatro reforços de ‘inverno’ no onze inicial – Tiago Valente, Makuszewski e Salim Cissé – , os sadinos entraram melhor no jogo e dispuseram das primeiras oportunidades para marcar. Ainda não estava cumprido o primeiro minuto de jogo quando o médio ofensivo polaco disparou forte de fora da área ao lado da baliza de Salin. Mais perigoso foi, aos nove minutos, o remate de André Horta que obrigou o guardião a aplicar-se.

A reação dos insulares, que também actuaram com um reforço a titular (o defesa Maurício) não se fez esperar numa jogada em que Dyego Sousa quase aproveitou um disparate do lateral-esquerdo Nuno Pinto , aos 17 minutos. Valeu ao Vitória a atenção de Ricardo a impedir o golo dos forasteiros, que, três minutos volvidos, criaram perigo num canto directo apontado por Rúben Ferreira.

Num primeiro tempo equilibrado, foram os vitorianos quem inauguraram o marcador por intermédio de André Claro, aos 42 minutos. O avançado, com um cabeceamento irrepreensível em zona frontal à baliza de Salin, fez o seu nono golo na prova, igualando o coreano Suk que se transferiu em Janeiro para o FC Porto. Nota para o grande mérito do estreante Makuszewski, que pegou na bola junto da linha de meio campo, correu mais 60 metros para o flanco direito e cruzou para André Claro facturar.

Na segunda parte, a perder por 1-0, o treinador Nelo Vingada colocou mais homens na frente de ataque e esboçou uma reacção. Apesar disso, os sadinos, muito por responsabilidade da dinâmica Makuszewski-André Claro, conseguiam dar mais largura ao seu jogo e acercavam-se com perigo da baliza de Salin, que, aos 64 minutos, evitou numa defesa por instinto o golo de calcanhar de Salim Cissé.

Numa altura em que o melhor jogador em campo dos sadinos já tinha sido substituído por Dani (69 minutos) – Makuszewski saiu debaixo de aplausos na estreia –, o Marítimo conseguiu chegar ao empate numa grande penalidade convertida por Fransérgio, aos 71, a castigar braço na bola (completamente escusado e sem adversários por perto) do defesa Frederico Venâncio na área.

Se a decisão do árbitro João Pinheiro, da Associação de Braga, apontar para a marca dos 11 metros se aceita, o mesmo não se pode dizer de um fora de jogo sancionado a Costinha, aos 76 minutos, lance que deixava o jogador setubalense na cara do guardião dos madeirenses. Aos 79 minutos, o treinador Quim Machado lançou Meyong que caiu na área aos 81 por pretenso empurrão de um defesa contrário, lance que o juiz minhoto deixou seguir.

Antes do apito final, há a registar uma oportunidade para cada equipa desfazer a igualdade. Primeiro, aos 86 minutos, o guarda-redes Ricardo evitou com o pé o golo do brasileiro Dyego Sousa. Em cima do minuto 90 foi a vez de Meyong, que rendera Salim Cissé, a desferir um remate ao poste esquerdo da baliza do Marítimo. Três anos depois de ter deixado o Bonfim para rumar aos angolanos do Kabuscorp, o camaronês quase se tornou herói num jogo em que o resultado se aceita, mas que o Vitória tudo fez para ser feliz.

Com a igualdade (1-1), o treinador Nelo Vingada continua sem vencer no comando do Marítimo, enquanto o conjunto orientado por Quim Machado somou a sétima igualdade no Bonfim em 11 jogos aí realizados, reforçando o estatuto de rei dos empates na condição de conjunto visitado a grande distância da concorrência (Belenenses é segundo da lista com quatro igualdades no seu estádio).

«A sorte não esteve do nosso lado»

“O resultado não é justo. Dominámos durante quase todos os 90 minutos, circulando a bola com rigor, classe e em quase todo o campo. Há o penálti que é muito duvidoso, um fora-de-jogo ao Costinha mal tirado. E até considero este árbitro um dos melhores. Mas creio que falhou em dois lances importantes. A sorte não esteve do nosso lado, conforme se viu também no final com o remate ao poste do Meyong. Estou satisfeito com o rendimento e o futebol dos meus jogadores, mas saímos tristes com o resultado.”

Quim Machado, treinador do Vitória

«Tivemos várias oportunidades para matar o jogo»

“Estou muito satisfeito pelo golo, mas queríamos a vitória. Fomos muito infelizes. Tivemos situações para o 2-0 e depois o lance do Meyong perto do final. Tivemos várias as oportunidades para matar o jogo. Foi puro azar, foi pena. Queremos garantir a manutenção o mais rápido possível e depois pensar em mais qualquer coisa, nomeadamente um posto entre os 10 primeiros classificados.”

André Claro, avançado do Vitória