A banda The Gift será cabeça-de-cartaz nesta 20.ª edição das festividades “das gentes” locais, como faz questão de friusar o presidente da Câmara, Álvaro Amaro

Com um orçamento global na ordem dos 250 mil euros, apostando em cinco palcos para receber dezenas de espectáculos, com The Gift como cabeça-de-cartaz, a 20.ª edição das Festas Populares do Pinhal Novo estima atrair um total de 180 mil pessoas.

O objectivo do certame para este ano é claro e está bem definido, segundo apontou António Rafael, presidente da Associação de Festas do Pinhal Novo. “Quando se começa a organizar um evento parte-se sempre com as expectativas muito altas. Como somos muito exigentes pretendemos ultrapassar a fasquia do ano anterior”, disse o responsável durante a cerimónia de apresentação oficial das festividades, que vão decorrer de 7 a 12 de Junho, adiantando que “são esperadas cerca de 160/180 mil pessoas”.

A actuação da cantora Noa, que figura na programação desta edição do evento, marcou o arranque da cerimónia de apresentação, que contou com as presenças de Álvaro Amaro, presidente da Câmara Municipal de Palmela, e Manuel Lagarto, presidente da Junta de Freguesia, além de António Rafael.

Durante seis dias a freguesia do Pinhal Novo promete animar as tardes e noites de quem visitar as festas populares ou, como diz o presidente da Câmara, “as festas das gentes”. “Estas festas são formadas pelos espaços, pelas associações participantes, pelas gentes, mas especialmente pelas pessoas”, reforçou o autarca.

Tudo foi pensado ao pormenor, inclusive a figura central do cartaz, o comboio. A viagem de comboio é a imagem central das festividades, visto que é um símbolo de extrema importância para a comunidade pinhalnovense, constituindo-se como um marco para as várias gerações e edições das festas populares, uma vez que serve a ligação de centenas de pessoas durante os todos dias de festa freguesia.

Para António Rafael “o conceito desenvolvido pela imagem do cartaz invoca para uma retrospectiva dos vários elementos que formam a freguesia”, tais como o comboio, a sopa caramela, as marchas, o folclore entre muitos outros.

Novidades

Esta edição apresenta algumas novidades, nomeadamente, a ampliação do espaço do artesanato, a utilização da estação velha como ponto de encontro, onde vai ser possível ver fotografias oficiais de duas décadas de festa, a criação de fraldários, o pátio caramelo, onde vão decorrer várias actuações, a aposta em bandas e novos talentos da região. Além disso, houve uma especial preocupação para com o ambiente, levando a organização a optar por implementar lâmpadas LED em todo o arraial.

O certame vai contar com cinco palcos: o Pátio Caramelo que vai acolher 16 actuações, o Palco Gastronomia, que vai contar com 10 performances, o Palco de Associativismo, que vai apresentar seis espectáculos de grupos e pessoas locais, o Polidesportivo, onde terão lugar 10 demonstrações de actividades como karaté, bailes, ginástica, dança, entre outras, e por fim o palco principal, denominado de Palco da Praça da Independência, onde durante os seis dias de festa vão actuar artistas bastante conhecidos. O palco principal irá receber os DAMA, Rui Bandeira, uma noite alusiva à Popular FM, um concerto de rock dos IRIS, os Dialecto e para comemorar duas décadas de carreira a banda The Gift.

Com quase duas décadas de história, as Festas do Pinhal Novo são cada vez mais conhecidas e segundo Manuel Lagarto “desde a primeira edição que têm conseguido mostrar uma grande pujança”. “É difícil acreditar que conseguimos fazer melhor, mas a verdade é que todos os anos conseguimos melhorar e apresentar umas festas populares mais ricas”, sublinhou.

Reencontros

Considerado o maior evento da freguesia, as festas populares fazem a população vibrar e nesta edição irão existir inúmeras actividades, torneios, jogos lúdicos, largadas, piqueniques, noite de fados, uma sardinhada à noite, iniciativas solidárias como a recolha de sangue, bailes, marchas, demonstrações, e muito mais para tornar estes dias mais vivos entre a comunidade pinhalnovense. Álvaro Amaro salientou que “o prestigio e a capacidade de chamar e atrair mais gente para as festas populares, faz parte do património das festas do Pinhal Novo”.

Em tom de brincadeira, Álvaro Amaro acrescentou que ficou assustado “com os 20 anos das festas”, já que admitiu ter pensado que “a freguesia quisesse fazer 20 dias de festa”, voltando a frisar que “estas são festas do povo, da rua, de um lugar rural e cosmopolita”. Para a organização estas celebrações são também o motivo de muitos reencontros. Visão partilhada pelo presidente da Câmara, realçando que “esses são também motivos de festa”.

Apoios

Em termos de apoios, a Câmara Municipal de Palmela financia as festividades com 70 mil euros, ao passo que a Junta de Freguesia do Pinhal Novo disponibilizou sete mil euros. A estes, junta-se ainda o apoio logístico, que abrange carros, pessoal, saneamento, energia, manutenção do espaço público e infra-estruturas. Para Álvaro Amaro, “o município, apesar do euro a mais ou do euro a menos, continua disposto a erguer as festas que permitem reinvestir no território e tudo o que envolve o património pinhalnovense”.

A segurança foi um ponto que recebeu uma especial atenção por parte da organização. Estará a cargo da Guarda Nacional Republicana (GNR) que é apontada como “a melhor escolha” pelo presidente da Associação de Festas, António Rafael.