Rebentamento da ATM de uma antiga instalação bancária, perto da Junta de Freguesia, ocorreu pelas 5h40

Vidros estilhaçados pelo chão e a caixa multibanco (ATM), entre a Praça da Liberdade e a Praça José Coelho, praticamente toda “descascada”, com o cofre à vista de todos, foi o cenário com que se depararam ontem, logo pela manhã, os habitantes da freguesia do Samouco, concelho de Alcochete.

Na parede do edifício, os sinais do estrago provocados pelo roubo saltavam à vista, tal como os vestígios de destruição salpicados a negrume, que indiciavam a utilização do método de explosão com recurso a gás. Nos cafés e pelas ruas principais da vila, o assalto à caixa multibanco passava de boca em boca entre os populares, que iam evocando tempos idos, para acentuarem que “dantes não se via disto” na localidade. Junto ao local, elementos da GNR e da Polícia Judiciária iam tomando conta da ocorrência e recolhendo indícios, o que ia alimentando ainda mais o tema entre os transeuntes. Outros, que saíram de casa a contar com um levantamento de numerário, dirigiam-se, então, à outra das duas caixas multibanco existentes na freguesia, a cerca de uma centena de metros de distância, na Praça da República, mas… em vão. “Esta está fora de serviço”, lamentavam-se, enquanto passavam a mensagem a quem lá vinha. O Samouco acordava, assim, sem serviço de multibanco. Pior do que isso, voltava a sentir a insegurança provocada pelo crime. Até porque, esta não foi a primeira vez que a aquela mesma caixa multibanco foi assaltada. De resto, tal como a ourivesaria vizinha ali situada, do lado oposto ao do edifício da Junta de Freguesia, separado apenas por uma estrada, a pouco mais de “dois passos” de distância.

O assalto de ontem foi concretizado quase ao raiar do dia. “Cerca das 05h40, na Praça da Liberdade, no Samouco, ocorreu o rebentamento de uma caixa multibanco que estava instalada numa antiga dependência bancária, com recurso a gás. A ocorrência provocou vários danos no local”, viria a confirmar, pouco depois, fonte da GNR, que admitiu desconhecer ainda o número de envolvidos na ocorrência. Os assaltantes conseguiram fugir do local com um valor que ainda estava por determinar. “Levaram a gaveta do dinheiro, mas a quantia não está ainda apurada”, acrescentou, a concluir, a mesma fonte da GNR.