Presidente da Câmara responde a criticas do PS

A presidente da Câmara de Setúbal afirma que o pedido de empréstimo da autarquia, de 15 milhões de euros, é um “acto de boa gestão” e não uma derrota política da CDU, como diz o PS/Setúbal.

“O que estamos a fazer é um acto de boa gestão, porque, dos 20 milhões de euros de dí- vidas de curto prazo, 15 milhões vão passar para dívida de médio/longo prazo, pelo que a divida de curto prazo fica apenas em 5 milhões de euros”, disse à Lusa Maria das Dores Meira, na terça-feira, após a conferencia de imprensa em que o PS atacou a gestão comunista na Câmara de Setúbal.

A autarca setubalense respondia ao presidente da Concelhia do PS/Setúbal, Paulo Lopes, e ao presidente da Federação Distrital de Setúbal, António Mendes, que, em conferência de imprensa, teceram duras críticas à gestão financeira da CDU no município setubalense.

Os eleitos do PS lembraram que a dívida da autarquia a fornecedores tinha ficado praticamente a zero com o Contrato de Reequilíbrio Financeiro (CRF) assinado em 2002, e que, no ano passado, as dívidas a fornecedores já eram, outra vez, de cerca de 33 milhões de euros, pelo que defenderam a necessidade de “maior rigor” nas contas do município.

Contactada pela Lusa, Maria das Dores Meira refutou as acusações socialistas e esclareceu que, aquando da assinatura do CRF ainda terão ficado cerca de 5 milhões de euros por pagar e que, mais tarde, foram encontradas outras despesas do anterior executivo socialista, que não estavam contabilizadas nem pagas, e que ascendiam a cerca de 10 milhões de euros.

Por outro lado, a presidente da Câmara de Setúbal disse que a maioria CDU, do empréstimo de 67 milhões de euros do Contrato de Reequilíbrio Financeiro, “entre juros e amortizações”, já pagou 79 milhões de euros e reconheceu que ainda faltam pagar 34 milhões de euros.

Em relação às dúvidas manifestadas pelo presidente da concelhia e vereador do PS, Paulo Lopes, que, referindo-se ao memorando para um investimento de 250 milhões de euros na zona ribeirinha de Setúbal, disse haver outros memorandos que acabaram por não se concretizar, Maria das Dores Meira desafiou o autarca socialista a esclarecer a que memorandos se referia.

Maria das Dores reafirmou ainda que as acusações dos dirigentes socialistas não são verdadeiras e que reflectem apenas o desespero socialista, que, na opinião da autarca setubalense, “começa a ser mais evidente à medida que se aproxima a data das próximas eleições autárquicas”, que deverão ter lugar em 2017.