Maria das Dores Meira, presidente da Câmara Municipal de Setúbal, enalteceu ontem o trabalho de várias entidades, em parceria, em torno de objectivos comuns para captar mais investimento para a região, durante a realização do VI Seminário Plataformas Logísticas Ibéricas.

“Tenho de me congratular com a capacidade e a vontade demonstrada por todas as entidades na forma como se entenderam em torno de objectivos comuns”, disse a autarca na intervenção realizada após a assinatura do protocolo “Região Industrial, Logística e Portuária de Setúbal Rumo ao Futuro”, que decorreu no auditório do Centro de Negócios BlueBiz Global Parques, em Setúbal.

Maria das Dores Meira foi responsável por uma das várias intervenções realizadas durante o encontro – organizado pela Associação dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS) e pela AICEP Global Parques – e rubricou o acordo que tem como grande finalidade atrair investimento para o concelho e para a região, tendo ainda a particularidade de unir várias entidades, com diferentes campos de acção, que vão contribuir para objectivo comum, além de agilizar processos e contactos com investidores. Além da Câmara Municipal de Setúbal, o protocolo foi subscrito pela APSS, a AICEP, a Comunidade Portuária de Setúbal (CPS), o Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) e a SAPEC.


Desenvolvimento económico

O acordo interinstitucional formaliza, sublinhou Maria das Dores Meira, a disponibilidade das várias entidades para se articularem entre elas “em prol do desenvolvimento económico e do progresso da zona logística e industrial de Setúbal e da região”. Medida que a presidente da autarquia sadina salienta ser “imprescindível para um futuro com mais desenvolvimento, mais trabalho, mais riqueza para todos”.

Maria das Dores Meira afirmou que o Porto de Setúbal “é um dos mais importantes factores de desenvolvimento da base económica do concelho”, mas ressalvou que “para o sucesso da estratégia definida pela infra-estrutura portuária é incontornável a importância e o contributo da qualificação da cidade de Setúbal e da sua organização territorial”.

A autarca recordou ainda que a Câmara Municipal tem desenvolvido um esforço assinalável na concretização de “parcerias frutuosas” com a APSS, bem como com outras instituições.

Além do Plano de Acção Territorial para a Frente Ribeirinha, da preparação para a construção de uma marina e de um terminal de cruzeiros e da redefinição da jurisdição portuária, medidas que foram elaboradas em conjunto com a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, a edil recuperou outros projectos que contam com o envolvimento da autarquia e que foram criados em parceria. Casos como o da colaboração estabelecida com o Instituto Politécnico de Setúbal, através da qual se pretende proceder, numa primeira fase, à caracterização rigorosa do tecido empresarial da Mitrena e o que representa em termos económicos e ambientais.

A presidente do município adiantou que essa colaboração com o politécnico setubalense deverá avançar, numa segunda fase, para um plano de marketing para a Mitrena, polo logístico e industrial que se deverá assumir no futuro como uma marca, de maneira a facilitar a promoção e internacionalização do mesmo.

Acessibilidades são prioritárias

Com a AICEP, num outro exemplo, a edil destacou a colaboração institucional para a viabilização da construção do primeiro Centro de Aprovisionamento Logístico da Decathlon em Portugal e que se encontra em funcionamento em Setúbal, após um investimento na ordem dos 30 milhões de euros.

Uma das áreas que Maria das Dores Meira considera prioritária desenvolver no seguimento do protocolo celebrado ontem “são questões urgentes das acessibilidades e transportes, em particular a melhoria das condições de circulação rodoviária, em especial a requalificação da EN 10-4”, via actualmente desclassificada pelo Plano Rodoviário Nacional, mas ainda não integrada na rede municipal, “o que quer dizer que, na prática, nenhuma entidade assume a sua qualificação”.

A elaboração de um plano de gestão ambiental para a progressiva melhoria da qualidade ambiental e compatibilização com o desenvolvimento industrial, assim como a qualificação e formação de recursos humanos foram outros sectores que a autarca mencionou e para os quais considera necessário apostar nos esforços de parcerias interinstitucionais no âmbito do protocolo agora celebrado.

O VI Seminário Plataformas Logísticas, subordinado ao tema “Como atrair novos clusters logísticos e industriais e criar emprego?”, dividiu-se em dois painéis de debate. O primeiro centrou-se na temática “Novas oportunidades de crescimento e investimento”, enquanto, o segundo, incluiu intervenções sobre “Alinhar stakeholders para exportações mais competitivas”.