O empresário brasileiro considera que a Base Aérea n.º 6 deveria acolher companhias de baixo custo, como a Easyjet e a Ryanair

david-neelemanDavid Neeleman, accionista privado da TAP, é o mais recente defensor da solução “Portela + 1”, com localização na Base Aérea n.º 6 (BA6) do Montijo. O empresário brasileiro, um dos donos da TAP, vincou ainda que a empresa registou um aumento de custos de 20% desde que a ANA foi privatizada e que a solução de aumento da capacidade aeroportuária tem de ser iniciada em menos de três anos.

Depois de no início da semana passada, o ministro Azeredo Lopes ter feito saber à comissão parlamentar de especialidade que a conversão de infra-estruturas na BA6 para acolher voos comerciais implicará avultados investimentos, David Neeleman veio vincar a necessidade de aumentar o aeroporto de Lisboa, sugerindo o Montijo como melhor opção para o efeito. A BA6, na opinião do accionista da TAP, poderia acolher companhias “low cost” (baixo custo), como a Easyjet e Ryanair.

“Precisamos de mais pistas, de mais terminais. Temos um aeroporto do lado de lá [na BA6 do Montijo] que tem de ser aberto”, afirmou David Neeleman, no decorrer da terceira cimeira do Turismo, em Lisboa, justificando de seguida: “Sem isso não poderemos crescer.”

“Até ao ano que vem temos muitas coisas que queremos fazer, que podíamos fazer, mas não vamos poder fazer”, adiantou o accionista à Lusa, defendendo abertamente a solução “Portela + 1”, ao mesmo tempo que apontou o Montijo como destino ideal para receber as companhias de baixo custo, casos da Easyjet e da Ryanair. A TAP (incluindo TAP Express), indicou, devera ficar com o usufruto do terminal 2 da Portela. Neeleman considerou ainda que, assim, todas as companhias ganhariam espaço para fazer crescer as suas operações, sobretudo nos horários de pico.

Durante a conferência do turismo, o brasileiro revelou que os gastos da TAP já aumentaram 20% desde que a ANA, Aeroportos de Portugal, foi privatizada. “Nós não temos três anos”, afirmou sobre o prazo para aumentar o aeroporto, defendendo assim que é tempo de o investimento ser iniciado.

“A nossa quota de mercado está a descer em Portugal. Temos de ser mais competitivos”, concluiu, à margem da cimeira.