Vitória explica em comunicado razões pelas quais não agenda AG extraordinária

O Vitória emitiu ontem um comunicado no site oficial do clube, assinado pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral, Frederico Nascimento, a explicar as razões pelas quais não não aceita o requerimento apresentado, a 17 de Maio, por mais de 100 associados para convocar uma Assembleia Geral Extraordinária. “Depois de auscultados todos os demais órgãos sociais (Direcção, Conselho Fiscal e Disciplinar e Conselho Vitoriano) que não se encontram reunidas as condições para dar seguimento ao requerido”.

Apesar de compreender a “preocupação legítima dos sócios por aspectos importantes da vida do clube”, os órgãos sociais entendem consideram o momento inoportuno para se proceder na uma discussão sobre os Planos Especiais de Revitalização (PER) em vigor. “Considera-se extemporânea a discussão, quer  sobre a sua necessidade, quer quanto aos acordos que se pretendem estabelecer”, lê-se no comunicado.

O documento refere que as razões que levaram à apresentação do PER são públicas e todas as informações sobre o processo estão disponíveis na plataforma Citius e através do clube. “Todos os elementos de informação sobre o processo agora solicitados pelos subscritores, estão à disposição de qualquer sócio que o requeira junto da direcção do clube”.

Frederico Nascimento afirma também que tudo fará para que as AG  “ocorra fora do período normal de férias” com o objectivo de garantir o máximo de participação dos sócios. “Conforme foi transmitido aos representantes dos subscritores do requerimento, em reunião, realizada a 7 de Junho de 2016, os esclarecimentos sobre o PER do Vitória e outros assuntos serão prestados, pela direcção, em próxima AG comum, que será convocada na segunda quinzena de Setembro de 2016”.

Direcção disponível para se reunir com grupos de 15 sócios

Ainda antes da Assembleia de Setembro, os associados terão a oportunidade de se sentarem à mesa com a administração do clube para ouvir explicações sobre o Processo Especial de Revitalização. “A direcção disponibilizou-se para reunir com qualquer grupo de até quinze sócios, que o requeira por escrito, para os esclarecer sobre a necessidade do PER”.

O comunicado recorda que o Vitória vive uma fase delicada e que é fundamental a existência de uma “coesão interna” de modo a cumprir com os requisitos necessários para inscrever a equipa na I Liga. “O Vitória está numa fase manifestamente crucial na sua relação com entidades terceiras, designadamente Estado e outros credores, tendentes à obtenção das certidões de situação regularizada junto da Segurança Social que permitam coadjuvar na inscrição da equipa de Futebol Profissional na Primeira Liga de Futebol”.

A finalizar, o documento recorda que existem mais situações pendentes, além da inscrição da equipa profissional em 2016/17. “Há acordos a concretizar com a Fazenda Nacional de forma a garantir a manutenção do Licenciamento do Bingo vs Secretaria de Estado do Turismo – o que obriga a uma forte coesão interna do clube e à manutenção de rigoroso  comportamento moral e disciplinar a que alias estão obrigados os sócios deste clube por aplicação das alíneas f) e g) do artigo 13.º dos estatutos, de forma a não prejudicar os legítimos interesses do Vitória”.