O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) e a câmara do Seixal assinalaram, na segunda-feira, o Dia Internacional da Paz, com uma iniciativa que passou pela recolha de assinaturas contra o exercício militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) que arranca no próximo dia 03 em vários países, incluindo Portugal, com intensa atividade no rio Sado.

A evocação por parte de Joaquim Santos, presidente da câmara do Seixal, dos 65 anos decorridos após a assinatura do Apelo de Estocolmo contra as armas nucleares, mola real para o lançamento do Movimento ZLAN – Zonas livres de Armas Nucleares -, e do 40º aniversário da Acta de Helsínquia, marcaram a iniciativa, animada ao longo da Baía do Seixal pelos ‘Toca a Rufar’.

A ação culminou com uma sessão na Quinta da Fidalga dirigida por Maria José Cantarinha e participada por Gustavo Carneiro, ambos membros da direção do CPPC.

Tal como aconteceu a 27 de agosto na Praça do Bocage, em Setúbal, o momento aproveitado para a recolha de assinaturas repudiando o anunciado Exercício NATO Tridente Juncture a realizar em Portugal, Espanha e Itália entre 3 de outubro e o início de novembro de 2015, envolvendo mais de 40 países e 25 mil efetivos, tendo sido atribuído ao Porto de Setúbal e a Troia (entre Santa Margarida e Beja) a função de plataforma logística de entrada de viaturas e de outros equipamentos e meios militares.

O documento-base, subscrito já por dezenas de organizações, associações, movimentos de opinião publica e instituições, pugna pelo cumprimento da Constituição da República que defende a “dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança coletiva, com vista à criação de uma nova ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos”.