Os deputados parlamentares do Partido Socialista (PS), Vieira da Silva, Eurídice Pereira, Catarina Marcelino e Sónia Fertuzinhos, deslocaram-se à Santa Casa da Misericórdia de Grândola, acompanhados por autarcas e dirigentes locais do partido. A visita teve por objectivo, segundo os socialistas, contactar no terreno com a forma como está a decorrer o projeto da Rede Local de Intervenção Social (RLIS) e “o seu alcance junto da população”.

Deputados PS_Grândola“A reorganização de serviços, levada a cabo pelo Centro Distrital de Segurança Social de Setúbal, confrontou a população do distrito com o facto dos atendimentos de ação social e de Rendimento Social de Inserção (RSI) realizados pela equipa da Segurança Social, nos serviços locais” e “em instalações de entidades parceiras como juntas de freguesia e instituições sociais, concentrando os atendimentos diários em Setúbal e Almada, havendo ainda atendimentos em alguns dias da semana no Seixal, Alcácer do Sal, Sesimbra, Barreiro e Montijo”, lembram os socialistas, em nota de Imprensa.

“Quisemos compreender o modo de funcionamento desta experiência piloto, RLIS, apesar de não haver ainda informação concreta sobre para quando o alargamento desta rede”, explica a deputada Catarina Marcelino. Na mesma nota, o PS refere que “os deputados, numa reunião com técnicas da RLIS e com o provedor e vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Grândola, levantaram um conjunto de questões sobre o funcionamento da rede”.

Este projeto, que teve início em Novembro de 2014, financiado por fundos comunitários do Programa Operacional de Potencial Humano (POPH), com a duração de seis meses, tem a colaboração de “cinco técnicas que fazem atendimento num espaço ‘front-office’, mas que também se “deslocam às freguesias do concelho”. Dispõem, até ao momento, de “61 processos ativos”.

“As técnicas têm um interlocutor e acesso a uma base de dados com informação restrita da Segurança Social”. “São responsáveis por, em articulação com as instituições da rede social, tentar encontrar soluções para os problemas dos utentes” e são também “estas técnicas que realizam as informações necessárias para que a Segurança Social atribua subsídios eventuais para situações de maior carência”.

Catarina Marcelino considera que a “nova experiência do ponto de vista dos recursos existentes pode estar a ter uma gestão pouco racional”. “Acresce consideravelmente a um já existente número significativo de técnicos que acompanham processos do RSI”, mas também “pode ser um problema a impossibilidade de as técnicas da RLIS terem acesso a toda a informação sobre os utentes podendo levar a que o trabalho muitas vezes realizado, quando verificado na Segurança Social, possa ser interrompido se a situação da pessoa for diferente da informação que prestou, o que leva a que haja, sempre, uma duplicação de trabalho na necessária confirmação dos dados para a instrução dos processos e apoio aos beneficiários”, concluiu a deputada.